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Policiais
estão em três comunidades de Caxias
Reprodução
/ TV Globo
|
Cerca de 300
agentes estão nas comunidades Santa Lúcia, Rodrigues Alves e Parada Angélica,
em Duque de Caxias
Rio - A 62ª
DP (Imbariê) faz, desde as primeiras horas da manhã desta desta
sexta-feira, a Operação Cerberus, contra uma quadrilha
especializada em diversos tipos de roubos praticados em Duque de
Caxias, na Baixada Fluminense. Os cerca de 300 policiais civis
que participam da ação pretendem cumprir 43 mandados de prisão contra
traficantes das comunidades Santa Lúcia, Rodrigues
Alves e Parada Angélica.
Até o momento,
23 pessoas foram presas, dentre alvos da ação e algumas em flagrante. Dois
suspeitos morreram ao entrar em confronto com os agentes. Um deles estava com
uma pistola 8mm, com dois carregadores e munições.
"Um desses
mortos, inclusive, trocou tiros comigo e com a minha equipe", conta o
titular da 62ª DP, o delegado Túlio Pelosi, que está comandando a operação.
"Os mandados estão sendo cumpridos em cerca de 80 localidades dessas
comunidades".
INVESTIGAÇÕES
De acordo com
as investigações da distrital, os alvos da ação de hoje, além do tráfico
de drogas, também praticam roubos de cargas, de veículos, a estabelecimentos
comerciais, a ônibus e a pedestres. Tudo para aumentar o lucro da quadrilha e
permitir a continuação do controle nas comunidades, assim como a expansão dos
domínios da facção Comando Vermelho (CV), da qual o grupo faz parte.
"A gente
está investigando esses casos desde janeiro. Percebemos ao longo desses 11
meses que o crime que mais atinge Imbariê é o crime de roubo em geral. A
partir daí, constatamos que esses casos são praticados por elementos
ligados ao tráfico de drogas daqui do distrito", Pelosi conta.
De acordo com o
delegado, o bando tem um esquema de distribuição dos roubo de cargas, uma vez
que a região é rota de várias transportadoras.
VÁRIOS
DEPARTAMENTOS
Além da 62ª DP,
a ação conta com o apoio de diversas delegacias do DGPB (Departamento Geral de
Polícia da Baixada), DGPE (Departamento Geral de Polícia Especializada), DGPC
(Departamento Geral de Polícia da Capital), DGPI (Departamento Geral de Polícia
do Interior) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
"Essa é a
primeira de várias operações. Agora que a gente tem esses vários mandados de
prisão, a identificação desses vários elementos vai deflagar outras
ações", o titular da 62ª DP afirma.
Os presos estão
sendo levados, em sua maioria, para a Delegacia Especializada em Armas,
Munições e Explosivos (Desarme), na Cidade da Polícia, na Zona Norte da
capital.
Por RAI AQUINO

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