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PM Khaled
Hable é apontado como sócio de
Fernandinho Guarabu
Foto:
Reprodução
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Outros
policiais seguem sendo investigados. Khaled Hable se entregou à Corregedoria na
segunda-feira (5)
As
investigações da Polícia Militar e do Ministério Público apontam que Khaled
Hable - policial militar que se
entregou à polícia na segunda-feira (5) - ameaçava vendedores e
pagava propina para ter monopólio na venda de gás na Ilha do Governador, Zona
Norte do Rio.
Os pagamentos
eram destinados ao traficante Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu,
para manter o controle do comércio na região. Guarabu e seus comparsas foram
mortos em uma abordagem policial em junho.
Khaled Hable, o
primeiro dos policiais investigados que chegou a ser denunciado pela promotoria
junto à auditoria de Justiça Militar, se entregou na segunda-feira (5). O PM
foi denunciado por crimes como ameaça, roubo, corrupção ativa, extorsão e
crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro na região.
Segundo a
Corregedoria da PM e o Ministério Público, o 3º sargento, lotado no Comando de
Policiamento Ambiental, usava de sua influência para evitar ações do 17º BPM
(Ilha do Governador). A investigação da corregedoria da PM pretende ainda chegar
a outros policiais envolvidos no esquema.
Guarabu
morto em operação
No último dia
27 de junho, Fernandinho Guarabu e outros quatro integrantes da cúpula do
tráfico do Complexo do Dendê, na Ilha do Governador, morreram
após resistirem a uma abordagem policial do Batalhão de Choque
A operação era
comandado pela corregedoria da PM, que no mesmo dia recolheu
mais de R$ 40 mil em dinheiro em armários de policiais de quatro
batalhões diferentes. Um deles era o de Hable.
Associação
criminosa
Hable, que foi
candidato pelo PSL a deputado Estadual em 2014, é administrador de fato da AGIP
comércio de Gás LTDA EPP.
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Fernandinho
Guarabu está no comando do tráfico
da Ilha há
13 anos — Foto: Divulgação
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A empresa, após
acordo com o então chefe do tráfico do Dendê, Fernandinho Guarabu, passou a
exercer o monopólio da venda de gás na Ilha. A empresa comercializaca o item a
R$ 75 e impedia que outros vendedores vendessem a própria mercadoria.
Ele exigia que os
demais vendedores de GLP revendessem os botijões disponibilizados por ele.
A propina paga
a Guarabu chegava ao valor de R$ 80 mil mensais, como mostrou o G1 no
dia da operação que terminou com a morte de Guarabu e da cúpula de sua facção
na Ilha do Governador.
Roubos
As denúncias,
que estavam sendo analisadas pela Justiça Militar antes de o PM se entregar,
pediam a prisão preventiva e a suspensão de função pública.
Segundo o MPRJ,
Hable, em 21 de setembro de 2018, roubou 38 botijões de gás de um vendedor de
gás na Ilha. Juntamente com outros dois funcionários, o PM abordou o caminhão e
disse:
“Se eu pegar
vocês, vou machucar vocês porque isso é briga de cachorro grande”.
Em outra
ocasião, ele ameaçou p funcionário de outro vendedor de gás na Ilha do Governador.
Depois disso, foi até a casa do dono de um dos depósitos e o ameaçou:
“Peguei seu
motoqueiro dentro da minha área, depois você não reclama do que possa acontecer
com você”.
Por Henrique Coelho, G1 Rio


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