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por Oath Inc. O Acnur estima que 4,3 milhões
de
venezuelanos fugiram da crise política e econômica em seus país.
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O alto
comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, fez um apelo
neste domingo (18) por mais ajuda
humanitária para apoiar refugiados venezuelanos que estão se espalhando pelos
países vizinhos, onde serviços sociais estão sendo sobrecarregados, sob o risco
de desencadearem reações xenofóbicas.
Grandi não pôde
visitar a cidade brasileira de fronteira Pacaraima neste fim de semana por
causa de protestos de moradores contra a entrada de mais de 500 venezuelanos
por dia no país. Autoridades locais o aconselharam a se manter distante por
causa dos distúrbios.
O Acnur estima
que 4,3 milhões de venezuelanos fugiram da crise política e econômica em seus
país, indo em sua maioria para Colômbia (país que recebeu 1,2 milhão de
venezuelanos), Peru, Chile e Equador.
A ONU e ONGs
envolvidas com a questão fizeram um apelo humanitário por 770 milhões de
dólares no começo do ano e receberam menos de 180 milhões de dólares, afirmou
Grandi em uma entrevista telefônica depois de visitar o Chile e o Brasil.
“Esse realmente
é um dos apelos mais subfinanciados no mundo para uma das maiores crises”,
afirmou.
Instituições
multilaterais, tais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), estão envolvidos, mas precisam aumentar sua assistência
para ajudar a sustentar os sistemas de saúde e de educação, disse Grandi.
“Podemos
proteger os mais vulneráveis, mas o restante tem que ser feito por atores
maiores, com mais dinheiro, e eu não vejo isso acontecendo ainda em nenhum
lugar na região”, afirmou.
Grandi diz que
há sinais preocupantes de sentimento anti-imigrantes se espalhando pela região,
como visto com as restrições crescentes à entrada de venezuelanos nos países
andinos.
Ele elogia o
Chile - que já recebeu cerca de 400 mil venezuelanos ou 10% do total, apesar de
ser um país pequeno - por garantir a entrada segura no país, com a
possibilidade de asilo, por questões humanitárias.
Ele também
exaltou as Forças Armadas brasileiras por uma operação “particularmente boa e
muito humana” de acolhimento de venezuelanos que entraram no Estado de Roraima,
um dos mais pobres do país, de onde estão sendo realocados para outros pontos
do país.
Grandi disse
que o processo de interiorização precisa ser acelerado por ser a única solução
para desinflar a crise de refúgio que tem pressionado os frágeis serviços na
capital Boa Vista, onde milhares de refugiados dormem nas ruas todas as noites
porque os abrigos estão cheios.
Em Pacaraima no
sábado, moradores fecharam as lojas e marcharam pela cidade aos gritos de “Fora
Vezuelanos, Pacaraima é nossa, fora ONU, fora ONGs”.
Sem um aumento
na ajuda, Grandi diz que há um risco de hostilidade crescente contra os
venezuelanos.
“Em Boa Vista,
fiz um apelos aos políticos para que tenham equilíbrio e ajam com
responsabilidade, e que não usem os distúrbios que podem desencadear forças
maiores que ninguém possa controlar.”

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