8/19/2019

Empresa da China quer desenvolver órgãos humanos em animais

Pesquisadores chineses estão tentando cultivar órgãos
 substitutos para humanos em animais.

Recentemente, uma startup chinesa chamada Qihan Biotech levantou US$ 20 milhões para desenvolver órgãos de reposição para humanos.
A empresa de edição de genes baseada em Hangzhou tem o objetivo de cultivar esses órgãos em porcos e outros animais.
Semanas atrás, o governo do Japão também concedeu permissão a cientistas para fabricação de órgãos humanos dentro de animais.
Caso sejam bem sucedidos, esses transplantes poderiam revolucionar a medicina.
A história do uso de tecidos animais para substituir tecidos humanos danificados ou doentes, conhecida como xenotransplante, remonta pelo menos à Europa do século XVI.
Os esforços baseados na ciência ganharam força no século 19, mas estagnaram quando profissionais e pacientes descobriram o quão fortemente o corpo humano rejeita órgãos estranhos.
A medicina alcançou um grande avanço nessa área apenas em meados do século 20 com o advento de drogas imunossupressoras.
Desde então, o xenotransplante tornou-se um ramo reconhecido da medicina. Válvulas cardíacas de porcos, por exemplo, são comumente usadas para substituir humanos defeituosos.
O interesse neste campo da medicina pode ser maior na China do que em qualquer outro lugar do mundo.
Graças ao envelhecimento da população e ao aumento dos níveis de renda que agora permitem que os pacientes administrem melhor doenças e condições crônicas, a demanda por órgãos está aumentando rapidamente.
A oferta não está perto de acompanhar a procura. De acordo com as estimativas mais recentes, existem aproximadamente 300.000 pacientes chineses esperando por transplantes a cada ano e apenas 10.000 doadores, informa o site Bloomberg.
Em um laboratório localizado na China, o pesquisador espanhol Juan Carlos Izpisúa criou pela primeira vez um ser híbrido entre humano e macaco no mês de julho deste ano.
O avanço faz parte de seu projeto para transformar animais de outras espécies em fábricas de órgãos para transplantes, segundo confirma ao jornal EL PAÍS sua colaboradora Estrella Núñez, bióloga e vice-reitora de pesquisa da Universidade Católica de Murcia (UCAM).
Renovamidia

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