10/07/2019

Justiça condena auditor fiscal que atuou no Ministério do Trabalho em Petrópolis por corrupção

As investigações do MPF apontam que Deraldo foi  considerado
o "elo central do núcleo criminoso" que  envolveu outras pessoas,
sendo chamado de “chefe”  por particulares.

Deraldo Eiras trabalhou entre março de 2008 e dezembro de 2013, quando teve a prisão preventiva decretada. Ele também foi condenado pela Justiça por formação de quadrilha, concussão e violação de sigilo funcional.
A Justiça condenou um auditor fiscal que trabalhou em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, concussão e violação de sigilo funcional, por usar a função de fiscalizador para negociar valores em benefícios próprio e de terceiros.
Segundo a Justiça, as penas, somadas, ultrapassam 42 anos de prisão. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Deraldo Eiras, atuou na Gerência Regional do Trabalho na cidade entre março de 2008 e dezembro de 2013, quando teve a prisão preventiva decretada.
As investigações do MPF apontam que Deraldo foi considerado o "elo central do núcleo criminoso" que envolveu outras pessoas, sendo chamado de “chefe” por particulares.
Na condenação, a Justiça afirma que o auditor usou seu poder de fiscalização e também exigiu vantagem indevida de empresas da cidade e de outros municípios, como Teresópolis.
A Justiça também conseguiu provas de que Deraldo fornecia a sua senha pessoal ao Sistema de Fiscalização do Trabalho (SFIT), a particular, pelo menos entre os anos de 2010 e 2013, permitindo o acesso de pessoa não autorizada a sistemas de informações e banco de dados da administração pública.
Na sentença, foi identificada ainda a utilização de linguagem cifrada, ou seja, códigos, com o intuito de esconder irregularidades.
“Há casos em que tamanha é falta de sentido da conversa que os próprios interlocutores mostram dificuldades para entender o que os outros querem dizer”, diz o documento.
O MPF afirmou ainda que vai recorrer da sentença nas partes em que o réu foi absolvido, bem como para tentar aumentar as penas de prisão e multa.
O G1 tenta contato com a defesa de Deraldo.

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