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© |Sérgio
Lima O ex-presidente da República Michel Temer foi preso
em 21 de março e solto 4 dias depois, agora,
deve retornar à prisão
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“Em primeiro
lugar, decisão da Justiça se cumpre. Segundo ponto, claro, eu a considero
inteiramente equivocada sob o foco jurídico. Eu sempre sustentei que nessas
questões todas não há prova. Para mim, foi uma surpresa desagradável, mas eu
amanhã me apresento voluntariamente”, disse a jornalistas que o aguardavam
na porta de sua casa, em Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.
A 1ª Turma do
TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) decidiu nesta 4ª feira
(8.mar.2019), por 2 votos a 1, pela revogação do habeas corpus do ex-presidente e de
seu amigo, João Baptista Lima Filho, conhecido como Coronel Lima.
Temer e Coronel
Lima haviam sido presos em 21 de março deste ano pela força tarefa da
Lava Jato em 1 mandado expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara
Federal Criminal do Rio, responsável pela Lava Jato no Estado.
Hoje, Temer
disse estar tranquilo, apesar de a decisão ter “surpreendido a todos
negativamente”.
O ex-presidente
disse que vai dormir esta noite em São Paulo, onde já está, e nesta 5ª feira
(9.mai.2019) irá se apresentar em lugar ainda a ser determinado.
“Me apresento
com toda a tranquilidade, sem problema nenhum. Não há equívoco nenhum em
relação a minha conduta”, disse.
TRF-2 determina
que Temer volte à prisão
O QUE
DIZ A DEFESA
Após o
julgamento, o advogado Eduardo Pizarro Carnelós, disse que Temer está em São
Paulo e “seguramente” se apresentará nesta 5ª (9.mar.2019).
Para o
advogado, “não há fundamentos para a prisão”.
“Respeitamos
a decisão do tribunal, mas só podemos considerá-la injusta. Uma injustiça
contra o ex-presidente. A prisão foi feita sem nenhum fundamento, apenas para
dar um exemplo. Vamos ao Superior Tribunal de Justiça para recorrer”,
disse.
A defesa do
coronel Lima saiu sem comentar a decisão da Justiça.
PRISÃO DE TEMER
Temer foi preso
na operação Descontaminação, 1 desdobramento da operação Radioatividade, que
investiga desvios nas obras da Usina Nuclear de Angra 3.
Os pedidos de
prisão tem como base a colaboração premiada do empresário José Antunes
Sobrinho, dono da empreiteira Engevix. No depoimento, o empresário mencionou
pagamentos indevidos de R$ 1 milhão em 2014.
Em denúncia, na
qual Temer é acusado pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro,
o MPF afirmou que o ex-presidente teria liderado uma organização criminosa
que teria negociado R$ 1,8 bilhão em propina.
Poder360
/Via AFP

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