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Ricardo Moraes/AP Itaú Unibanco supera
estimativas de lucro no 4º trimestre |
O Itaú Unibanco iniciou um plano
para fechar até 400 agências no
país, num impulso do maior banco
privado do país para se adequar à migração das transações bancárias de clientes para canais
eletrônicos e ampliar a rentabilidade,
disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.
O número
representa quase 10% dos cerca dos 4,2 mil pontos físicos do banco no país,
incluindo agências e postos de atendimento, no final de março, o número público
mais recente. Em 12 meses até março, o número de pontos de atendimento e o de
funcionários do Itaú Unibanco
– cerca de 100 mil – mantiveram-se praticamente estáveis, segundo o balanço do
próprio banco.
Consultado
sobre o plano de fechamento de agências, o Itaú Unibanco não quis comentar
números, mas afirmou em nota que “a redução do número de unidades físicas é um
movimento de reposicionamento da rede de agências, coerente com as novas
necessidades dos clientes e o aumento da procura por atendimento em outros
canais como internet, celular e agências digitais”.
Segundo as
fontes, a mudança pode acontecer em duas etapas, uma primeira metade dos
encerramentos acontecendo nos próximos 12 meses, com o restante acontecendo no
ano seguinte.
Nas últimas
semanas, o Itaú Unibanco tem avisado os funcionários de agências sobre os
planos de fechamento das unidades. O banco tem “indicado que deve aproveitar
parte deles (funcionários) nas agências digitais”, nas quais os clientes são
atendidos de forma remota, por meio da qual conseguem atender a um número maior
de clientes, disse uma das fontes.
No fim de
março, o Itaú Unibanco tinha 195 dessas agências digitais em funcionamento, 35
a mais do que um ano antes.
A iniciativa
liderada pelo diretor-geral Márcio Schettini, responsável pelas operações de
varejo do conglomerado, tem como objetivo adaptar o Itaú Unibanco à contínua
migração das transações bancárias de clientes para canais como smartphones,
além de sustentar os atuais níveis de rentabilidade do banco.
“O movimento
das agências está caindo e o cenário competitivo está mudando rápido”, disse
uma das fontes, referindo-se a rivais mais recentes, como as fintechs e os
arranjos de pagamentos.
Essas
plataformas digitais de serviços financeiros, com apoio do Banco Central, se
multiplicaram nos últimos anos e têm avançado sobre mercados lucrativos dos
grandes bancos, como os de crédito ao consumo e o de meios de pagamentos.
Diante desse
cenário, a Rede, braço de pagamentos do Itaú Unibanco, chacoalhou o mercado ao
anunciar que não cobraria mais juros sobre antecipação de recebíveis a
lojistas. Hoje (13), o banco anunciou a plataforma de pagamentos instantâneos
que usa QR code, aumentando a competição no setor.
Forbes Brasil
, com Reuters

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