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© Adriano
Machado/Reuters Guedes (arquivo): após reação
de alguns
parlamentares, o ministro afirmou que se referia aos
funcionários do poder Legislativo, e não aos
deputados
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Depois de ver a reação de alguns parlamentares, o ministro afirmou que se referia aos funcionários do poder Legislativo, e não aos deputados. Guedes cobrou ainda protagonismo do Congresso Nacional para assumir a responsabilidade por reformas que tornem as regras mais igualitárias.
“Ninguém ganha
menos do que um salário mínimo, e ninguém ganha mais que o teto. Está na mão do
Congresso decidir e votar”, completou.
Guedes disse
ainda que é feita uma mistura entre Previdência e assistência social no atual
sistema. “Os mais favorecidos se escondem atrás da assistência social. São os
que pagam propagandas contra a reforma, usam a assistência social como um
escudo”, afirmou.
Guedes disse
que a ideia é evitar que os jovens “caiam na mesma armadilha” que a geração atual
e citou os 50 milhões de brasileiros na informalidade e o governo transferindo
renda de forma “perversa”.
“Os senhores
terão completo poder de decisão sobre reforma. Faço um apelo, nossa equipe está
aqui e vai abrir os números. Estamos fazendo reforma de Estado”, acrescentou.
Capitalização
O ministro
defendeu a capitalização, que chamou de “poupança garantida” e disse que ela
permitirá que o país cresça mais rapidamente. Ele disse que o novo sistema pode
ter a garantia de que os beneficiários ganhem um salário mínimo, mesmo para
quem não conseguir acumular recursos suficientes.
Segundo o
ministro, a capitalização será opcional e não atinge o modelo antigo. “Se
aprovar a reforma da Previdência com a potência necessária, coloca-se opção de
ir para regime de capitalização. Estamos criando alternativa que não atinge
modelo antigo, as próximas gerações poderão optar”, completou.
Após a fala de
Guedes, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, faz
uma apresentação com números sobre o sistema previdenciário – uma das críticas
à participação de Guedes na CCJ, no mês passado, foi que não foram apresentados
dados. Marinho iniciou sua apresentação mostrando frases a favor de reformar a
Previdência e revelou, em seguida, serem dos ex-presidentes Fernando Henrique
Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. “A pauta da
reforma da Previdência não pertence a este governo, é do Brasil. Pesquisas
mostram que 59% da população concorda com necessidade de reforma”, concluiu.
Estadão
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