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Manifestante
ferido caminha diante de ônibus incendiado em Caracas,
na Venezuela, no dia 30 de abril — Foto:
Ueslei Marcelino/Reuters
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Militar diz
que Venezuela é comandada por comunistas cubanos.
Um general
venezuelano pediu às Forças Armadas que se levantem contra o presidente Nicolás
Maduro, que tem contado com o apoio dos militares para se manter no poder,
apesar do grave colapso econômico no país.
Ramón Rangel,
que se identificou como general de divisão da Força Aérea, disse que o governo
venezuelano está sendo controlado pela "ditadura comunista" de Cuba
-- um dos principais aliados de Maduro.
"Temos que
encontrar uma maneira de nos livrar do medo, sair às ruas, protestar e procurar
uma união militar para mudar esse sistema político", disse Rangel, vestido
de terno e com uma cópia da Constituição na mão, em um vídeo postado no YouTube
no domingo. "É hora de se levantar."
O
pronunciamento marca outra deserção contra Maduro que já enfrentou outras, de
altos oficiais este ano, mas há não há indicações de que esse pronunciamento
mudará o lado da balança.
Oficiais que
abandonaram Maduro fugiram do país, e os altos escalões militares –mais
notavelmente aqueles que comandam as tropas– continuam a reconhecer Maduro como
presidente.
Comandante
chama general de traidor
O comandante da
Força Aérea, Pedro Juliac, postou no domingo uma foto de Rangel no Twitter com
as palavras "traidor do povo venezuelano e da revolução" impressas na
imagem.
Rangel era
um oficial militar ativo que fugiu para a Colômbia no mês passado, segundo uma
fonte próxima aos militares da Venezuela que pediu para não ser identificada.
Ao contrário de
outros oficiais que fizeram pronunciamentos semelhantes, Rangel não expressou
apoio a Juan Guaidó -- o líder da oposição que invocou a Constituição em
janeiro para reivindicar a Presidência interina, argumentando que a reeleição
de Maduro em 2018 foi uma fraude.
Mais de 50
países, incluindo os Estados Unidos e a maioria das nações
sul-americanas, consideram Guaidó
o líder legítimo de Venezuela.
Guaidó e um
grupo de soldados chamaram as
Forças Armadas em 30 de abril a abandonarem Maduro, mas os militares
nunca se juntaram e o levante desmoronou. O governo chamou o evento de uma
tentativa de golpe e acusou um grupo de 10 parlamentares da oposição de traição
por participarem de comícios naquele dia.
A Venezuela
passa por um colapso hiperinflacionário. Há um êxodo migratório de cerca de 3,5
milhões de pessoas nos últimos três anos.
Por Reuters

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