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Lúcio Mauro
como Aldemar Vigário em 'Escolinha do Professor Raimundo'.
Mauro
participou do programa de 1990 a 1994 — Foto: Acervo TV Globo
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Cerimônia
estava prevista para começar às 9h, mas não havia iniciado até as 9h50.
Humorista Fábio Porchat foi um dos primeiros a chegar ao teatro.
O velório
de Lúcio Mauro será
aberto ao público no Theatro Municipal na manhã desta segunda-feira (13). A
previsão é que os portões do teatro abrissem às 9h, mas até as 9h50 o velório
ainda não havia começado. A cerimônia está prevista para ir até as 14h.
O
ator e humorista morreu no fim da noite de sábado (11) aos 92
anos. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio, por
problemas respiratórios.
O humorista
Fábio Porchat disse que aprendeu muito com Lúcio Mauro. "Se a gente tá
aqui hoje é por conta do Lúcio. É um cara que fez do humor a sua vida e a nossa
vida também como espectador e a minha como comediante. Eu acho que um grande
mestre quando vai, ainda fica. E ele tá aqui, tá em mim. Eu fico triste que ele
se foi, mas fico reconfortado porque ele foi descansar. Fico feliz de poder
estar aqui junto com a família", garantiu.
"É um
legado muito lindo, muito especial de um homem que viveu uma vida plena. A
gente comenta muito que não teve tragédia aqui, um homem de 92 anos que
trabalhou até os 89, até ter o AVC. Então, que vida maravilhosa foi essa!",
relembrou.
Estreia na
Globo em 1966
Lúcio de Barros
Barbalho, mais conhecido como Lúcio Mauro, nasceu em Belém do Pará, no dia 14
de março de 1927. Estreou na Globo em 1966, ao lado de Soares, Agildo Ribeiro,
Paulo Silvino e outros, sob direção de Augusto César Vannucci.
O ator integrou
o elenco de alguns dos principais programas de humor da emissora, como
"Chico City" (1973), "Os Trapalhões" (1989) e
"Escolinha do Professor Raimundo" (1990).
Lúcio Mauro
participou da criação, dirigiu e atuou em outras dezenas de programas de humor
na televisão, com destaque para "Balança Mas Não Cai" (1968), escrito
por Max Nunes e Haroldo Barbosa, e transmitido, ao vivo, até 1971.
O programa
tinha o quadro Ofélia e Fernandinho, estrelado por Lúcio e Sônia Mamede
(1936-1990).
Trabalhou no
musical "Viva a Revista!" (1969) e foi ator e diretor do programa de
humor "Uau, a Companhia" (1972). Quando "Balança Mas Não
Cai" foi para a TV Tupi, nos anos 1970, ele acompanhou os colegas do
programa e deixou a Globo por um tempo.
Voltou para
integrar o elenco de "Chico City" no fim da década. Ficou marcado
como o diretor do ator canastrão Alberto Roberto, interpretado por Chico
Anysio.
Em seguida,
voltou a dirigir e atuar na nova versão de "Balança Mas Não Cai"
(1982) na Globo, sendo também diretor de "A Festa é Nossa", semanal
que tinha como cenário fixo a cobertura de Ofélia e Fernandinho.
Aldemar
Vigário
Ainda na década
de 1980, Lúcio Mauro participou de "Chico Anysio Show" (1982) e
"Os Trapalhões" (1989), revivendo com Nádia Maria a dupla Fernandinho
e Ofélia. Em 1983, interpretou o médium Chico Xavier no "Caso Verdade
Chico Xavier, um Infinito Amor".
Em 1988, fez
uma participação na minissérie "O Pagador de Promessas", de Dias
Gomes, como Dr. Quindim.
Na década de
1990, viveu Aldemar Vigário, da "Escolinha do Professor Raimundo",
sempre bajulando o professor interpretado por Chico Anysio. Trabalhou em um
episódio de "Você Decide" (1992), foi do elenco de
"Malhação" (1995), atuando como Dr. Palhares, pai do Mocotó (André
Marques), e atuou na novela infantil "Caça-Talentos" (1996), com
Angélica.
Em seguida,
integrou o elenco de "Chico Total" (1996). Em 1998, encarnou o
bicheiro mafioso Neca do Abaeté na minissérie "Dona Flor e Seus Dois
Maridos", escrita por Dias Gomes com base no romance de Jorge Amado.
Lúcio Mauro
também viveu o advogado Nonato na segunda versão da novela "Pecado
Capital", de Glória Perez com base no original de Janete Clair; atuou em
um episódio de "Sai de Baixo"; e participou em "Meu Bem
Querer", de Ricardo Linhares.
A partir de
1999, Lúcio Mauro retomou personagens em "Zorra Total". Refez o
quadro Fernandinho e Ofélia, desta vez com Claudia Rodrigues. Também integrava
o elenco do programa de seu filho, o ator Lúcio Mauro Filho.
Em março de
2001, o humorista voltou à nova temporada da "Escolinha do Professor
Raimundo", vivendo o popular Aldemar Vigário.
Nesta década,
participou de "Os Normais", "A Grande Família", "A
Diarista", "Sob Nova Direção", "Programa Novo",
"Faça a Sua História" e "Zorra Total". Neste último, em
2012, viveu o personagem Ataliba, um vovô surfista, amigo de Gumercindo (José
Santa Cruz), um senhor skatista. Os dois tentavam conquistar moças no vagão do
Metrô Zorra Total. A dupla reviveu a parceria da estreia de Lúcio Mauro em
humor na TV, em 1960.
Em 2007,
participou de "Paraíso Tropical", de Gilberto Braga, como Veloso. Em
2008, esteve na série "Casos e Acasos" e na novela "A
Favorita", de João Emanuel de Carneiro, no papel de Sabiá.
No remake de
"Gabriela" (2012), viveu Eustáquio. No penúltimo episódio de "A
Grande Família" (2014), Lúcio Mauro interpretou Rui, um amigo de Agostinho
Carrara (Pedro Cardoso).
Sua filmografia
tem "Terra sem Deus" (1963), de José Carlos Burle; "007 ½ no
carnaval" (1966), de Victor Lima; "Redentor" (2004), de Claudio
Torres; "Cleópatra" (2008), de Júlio Bressane; e "Muita Calma
Nessa Hora" (2010), de Felipe Joffily.
Em 2008, o
humorista estreou a peça "Lúcio 80-30", dividindo o palco com Lúcio
Mauro Filho, autor e diretor do espetáculo, e com outros dois filhos, Alexandre
Barbalho e Luly Barbalho.
Por G1 Rio

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