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O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar
Mendes
Walterson
Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo - 28.08.2018
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Após ter pedido
de liberdade negado por Alexandre de Moraes, ex-funcionário agora quer uma
'apuração' sobre a distribuição de processos no STF
O
ex-funcionário do governo do Rio Luiz Carlos Vidal Barroso, acusado de operar
propinas para o ex-governador
Luiz Fernando Pezão (MDB), pediu uma apuração ao Supremo Tribunal
Federal (STF) sobre os motivos que levaram casos da Lava Jato carioca a
deixarem de ser distribuídos por prevenção ao ministro
Gilmar Mendes. Preso na Operação
Boca de Lobo, que também levou o ex-governador para a cadeia em
novembro de 2018, ele teve seu pedido de liberdade negado por Alexandre de
Moraes, e agora quer uma "apuração" sobre a distribuição de processos
na Corte.
Luizinho, como
é apelidado, foi funcionário da Casa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento
Econômico. Ele é réu por corrupção passiva e organização criminosa.
Segundo a
Procuradoria, o valor das propinas para Pezão chegou a R$ 39,1 milhões. O
ex-assessor é acusado de ser o intermediário de parte dos valores ao
emedebista. No dia 4 de fevereiro, ele moveu uma reclamação contra sua prisão
ao STF.
Seus advogados
alegaram que a Operação Boca de Lobo tem a competência da 7ª Vara Federal
Criminal do Rio - juiz Marcelo Bretas -, e se deu no âmbito da Operação Lava
Jato, o que "acaba por atrair por prevenção a relatoria neste Supremo
Tribunal Federal do ministro Gilmar Mendes". Também pediram a liberdade de
Luizinho.
No entanto, o
recurso caiu com Alexandre de Moraes, que negou seguimento à reclamação e ainda
afirmou que "os documentos juntados aos autos não permitem vislumbrar
qualquer irregularidade da distribuição do processo".
Em novo pedido
ao Supremo, de 27 de março, ele diz ser "importante destacar que até o
final do ano de 2018, todos os procedimentos impetrados neste Supremo Tribunal
Federal, vinculados à Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, oriundos da 7ª Vara
Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro que estavam e ainda
estão sendo direcionados por prevenção ao ministro Gilmar Mendes".
"Fato é
que por motivos que estes peticionantes desconhecem, e (...) em desacordo com o
próprio Regimento Interno deste E. Supremo Tribunal Federal, as novas
impetrações estão sendo direcionadas a outro ministro desta Suprema
Corte", afirma.
Luizinho pede
uma investigação sobre o tema. "Face todo o exposto, vem respeitosamente,
requerer que V. Exa. se digne a apurar os motivos pelos quais aos
desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio de janeiro não estão sendo
direcionadas ao I. Ministro Gilmar Mendes (seu relator prevento), nos termos do
artigo 13, III e VII, c/c o artigo 10, parágrafo 2º, do RISTF".
Agência Estado

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