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Pessoas
caminham sob sol intenso em Tóquio, no Japão
Foto: Eugene Hoshiko/AP
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Imóveis
vazios no Japão representam cerca de 14% do mercado imobiliário. Iniciativa
premiada oferece-os a mães solteiras para que possam começar a vida.
Mães solteiras
no Japão encontram dificuldades para encontrar um lugar para morar
com um valor de aluguel que caiba no bolso. Vítimas do estigma social e da
falta de oportunidades econômicos, além dos gastos com a criança, levam essas
mulheres a viverem na pobreza mesmo em um país economicamente forte.
Uma iniciativa
japonesa, no entanto, deu a essas famílias a possibilidade de encontrar um lar
a preços mais em conta. Como? Oferecendo casas vagas e abandonadas nas cidades
de Tóquio, Osaka e Chiba. Mais de 300 mães solteiras foram beneficiadas desde
2008 com o projeto, batizado de Little Ones ("Pequeninos", em uma
tradução livre).
De acordo com
dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão, a renda anual
média de mães solteiras é somente 37,8% da média de todas as famílias no país –
o suficiente para colocá-las em situação de pobreza. É a mais alta taxa entre
os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Por outro lado,
o Japão tem cada vez mais imóveis vagos. Há cerca de 9 milhões de casas e
terrenos vazios – cerca de 14% de todo o mercado japonês. Segundo relatório do
Fórum Econômico Mundial em parceria com a fundação Thomson Reuters, estima-se
que um terço das moradias japonesas estejam vazias em 2033.
Com a
iniciativa, a Little Ones consegue fazer a ponte entre donos de imóveis e
autoridades locais para facilitar que as mães solteiras passem a ocupar as
casas vazias – com garantias legais. A ideia ficou ainda mais fácil de se
concretizar em 2015, quando entrou em vigor no Japão uma lei para promover o
uso desses locais vagos.
"Para
uma mãe solteira e seus filhos, uma moradia segura e barata é um ponto de
partida para que consigam seguir em frente com suas vidas", disse à
Thomson Reuters o executivo-chefe da Little Ones, Kunihisa Koyama.
Em dezembro de
2018, o projeto ganhou o prêmio World Habitat Awards, concedido todos os anos a
10 projetos na área de habitação pelo mundo. A premiação é chancelada pela
Organização das Nações Unidas.

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