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Marcelo
Crivella e Wilson Witzel — Foto: Reprodução/TV Globo
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Um dia após a
divulgação das declarações de Marcelo
Crivella criticando
a Polícia Militar, o governador Wilson Witzel
convocou de volta 27 policiais militares que estavam cedidos à Prefeitura do
Rio.
A informação
foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (21). Os 19 praças e oito
oficiais faziam, inclusive, a escolta do prefeito.
Em conversa com
o colunista do G1 Edimilson Ávila, o prefeito informou que
conversou com o governador na manhã desta quinta e explicou que a fala sobre os
policiais estava descontextualizada. Ainda de acordo com o Crivella, o
governador prometeu rever a decisão.
A assessoria do
governador Wilson Witzel confirmou a conversa, disse que o prefeito se retratou
sobre a declaração e confirmou que irá repensar sobre a devolução dos PMs.
Nesta quarta-feira
(20), o jornal
O Globo revelou um áudio onde o prefeito do Rio de Janeiro diz que
a cidade é uma "esculhambação total" e faz críticas à corporação
citando atos de corrupção.
“Quando o
político rouba e fica rico, o comandante do batalhão também quer ficar rico. O
coronel quer ficar rico. O tenente, o sargento, querem ficar ricos. Aí, eles
sobem o morro para pegar o arrego*. O arrego é o troco da cocaína”.
*a gíria se
refere a qualquer tipo de pagamento que criminosos dão a policiais para não
serem presos ou punidos por crimes.
As declarações
do prefeito foram feitas durante um evento realizado para uma plateia de 80
servidores da Fundação Parques e Jardins, na Taquara, Zona Oeste do Rio.
Nota de
repúdio
Ainda nesta
quarta-feira, o governador Wilson Witzel divulgou um vídeo em que repudia e
defende os policiais militares do estado.
Na gravação,
Witzel não cita o nome do prefeito, mas diz que manifesta a integral confiança
no trabalho desenvolvido pela instituição Polícia Militar.
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| Trecho do Diário Oficial do Estado em que Witzel autoriza o retorno de servidores cedidos à Prefeitura do Rio — Foto: Reprodução |
A Polícia
Militar também divulgou uma nota dizendo que é “lamentável e inacreditável que
o prefeito de uma cidade com tantos problemas sérios a resolver seja capaz de
dar declarações tão absurdas”.
A PM disse
ainda que Marcelo Crivella ofendeu de forma cruel uma legião de 45 mil
policiais militares. O texto lembra que homens e mulheres honrados diariamente
enfrentam a criminalidade para defender a sociedade e muitos perderam suas
vidas.
A PM afirma que
combate de forma intransigente os desvios de conduta dos policiais que optam
por se aliar ao crime e diz que esses policiais são exceções e não regra.
Por fim, o
secretário de estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda,
que assina a nota, diz que repudia "com veemência as declarações do prefeito".
Crivella diz
que fala está 'descontextualizada'
Em nota, o
prefeito disse que a fala estava completamente "descontextualizada" e
que é muito mais uma 'FakeNews' do que uma matéria jornalística séria.
No comunicado,
Crivella diz que foi claro ao dizer que "a corrupção que devastou nosso
Estado não se restringiu à Polícia, mas alcançou vários setores e Instituições:
'O mau exemplo dos políticos contaminava policiais, coronel, tenente, soldado,
mas, graças a Deus, uma minoria. Como contaminava procurador geral,
conselheiros de contas, engenheiros de obras e até secretários de saúde e
diretores de hospitais'.", diz a nota.
“Não houve em
um momento sequer ataque a instituição da Polícia Militar e sim a minoria de
maus profissionais que macularam a imagem da instituição centenária e que tem
em sua história uma extensa lista de bons serviços prestados à sociedade”.
Por Fernanda Rouvenat e Janaína Carvalho, G1
Rio


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