
Investigação
aponta que militares exigiram resgate quando flagraram falsificador em shopping
em Irajá, na Zona Norte do Rio. Equipes tentam prender seis pessoas na manhã
desta quinta-feira (24).
Uma
força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do RJ tenta prender nesta
quinta-feira (24) seis pessoas suspeitas de roubo e clonagem de carros no RJ.
Um sétimo integrante, o chefe da quadrilha, já estava preso.
Até as 8h, três
já haviam sido presos na Operação Toro. Dois são policiais militares do
Batalhão de Irajá (41º BPM), na Zona Norte do Rio. O terceiro é Carlos Eduardo
Paltrinieri, o Duda, o Bruxo. Apontado como o clonador, Duda foi pego no
Complexo do Anaia, em São Gonçalo.
Agentes também
estão nos presídios do Complexo de Gericinó e em endereços no Rio, Belford Roxo
e Saquarema, na Região dos Lagos.
Carro
esquecido foi a pista
Segundo as investigações,
o bando agia em toda a Região Metropolitana. Diversos veículos roubados eram
levados para dentro da comunidade do Anaia, onde se adulteravam placas, o
chassi e até os vidros, a fim de limpá-los para revenda ilegal.
Um desses
veículos clonados foi um Fiat Toro que ficou estacionado por vários dias no
Shopping Via Brasil, em Irajá, o que despertou a atenção da equipe de segurança
do estabelecimento, que acionou a Polícia Militar.
A força-tarefa
afirma que os dois PMs estiveram no shopping e flagraram um dos denunciados com
o Fiat Toro clonado e com placas frias, que seriam usadas em outro veículo. Em
vez de prendê-lo, a dupla exigiu R$ 10 mil para liberá-lo.
Ao verificar
que a quantia não seria paga naquele momento, a dupla reteve um celular, a Habilitação
e as placas frias.
As
investigações apontaram que o líder da organização criminosa, o preso Leandro
Pires dos Santos, comandava as atividades de dentro do Instituto Penal Vicente
Piragibe, em Bangu.
Denunciados
- Alan Dutra Ferreira, PM;
- Alexander Luciano de Oliveira da Conceição;
- Carlos Eduardo Paltrinieri, o Duda, o Bruxo, preso;
- Gabriela Diniz Sobrinho;
- Leandro Pires dos Santos, que já estava preso;
- Marcos Roberto Santos Lopes, PM;
- Maxwell Paes Teófilo.
Os cinco civis
vão responder por formação de quadrilha, receptação qualificada e adulteração
de veículo, com penas que chegam a 22 anos de prisão. Já os dois PMs foram
denunciados pela prática dos crimes militares de concussão e peculato, com pena
prevista de até 23 anos de reclusão.
A Operação Toro
foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco/MPRJ) e pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos
(Desarme).
Por Narayanna Borges, GloboNews
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