24/01/2019

Governo venezuelano enfrenta protestos populares pelo 3º dia

Protesto contra Maduro em Caracas, na quarta-feira (23)
Foto: Manaure Quintero/Reuters

Segundo ONG, 13 pessoas morreram desde o início das manifestações. Líder da oposição, Juan Guaidó, se declarou 'presidente interino', e governo de Maduro está diante de impasse.
A Venezuela enfrentou novos protestos na madrugada desta quinta-feira (24), no 3º dia consecutivo de manifestações contra o governo de Nicolás Maduro. Na quarta-feira (23), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino.
A sua iniciativa foi reconhecida por Brasil e Estados Unidos, entre outros países. Maduro, que não reconhece os atos da Assembleia Nacional, rejeita sair do poder e diz que os EUA lideram complô contra seu governo.
Brasil e EUA manifestam apoio a Juan Guaidó, líder da oposição da Venezuela
De acordo com a agência de notícias Efe, os protestos desta quinta voltaram a se concentrar em bairros populares de Caracas, antes considerados bastiões do chavismo, que governa o país desde 1999.
A ONG Provea, de Direitos Humanos, informou que por volta de 1h local (3h de Brasília), foram registradas 15 manifestações na zona Oeste e no Centro da capital venezuelana. Forças de segurança tentaram dispersar manifestantes com o uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Desde o início das manifestações, pelo menos 13 pessoas morreram no país, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS). De acordo com o órgão, as vítimas foram atingidas por disparos e foram atacadas por agentes da polícia ou por grupos paramilitares.
Nesta quinta, um porta-voz do secretário-geral daONU, António Guterres, pediu por uma investigação independente sobre as mortes ocorridas durante a crise no país, insistindo para que todas as partes tenham um diálogo pacífico.
Os protestos no centro de Caracas, sede dos poderes públicos da Venezuela, começaram na última segunda-feira (21), quando membros da Guarda Nacional Bolivariana se rebelaram e pediram para que as pessoas fossem às ruas para protestar contra Maduro. Os militares foram presos pouco depois.
Por G1

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