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Foto de 2017
mostra militares da Venezuela em
exercício
militar — Foto: Marco Bello/File Photo/Reuters
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Marinha
venezuelana deteve, no fim de semana, navios que exploravam petróleo na costa da Guiana; EUA acusaram 'agressividade'.
O ministro das
Relações Exteriores da Venezuela descreveu
na terça-feira (25) como "intervencionistas e desrespeitosos" os
comentários dos Estados Unidos sobre
um incidente no fim de semana no qual a marinha venezuelana deteve dois navios
que exploravam petróleo para a Exxon Mobil na costa da Guiana.
Os dois
vizinhos sul-americanos dizem que o incidente no sábado ocorreu em suas águas
territoriais.
Em resposta, o
Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que a Venezuela se comportou de
maneira "agressiva" e exigiu que o país respeite a lei internacional
e os "direitos de seus vizinhos".
"É
evidente que o governo dos Estados Unidos está interferindo em uma questão que
não lhe diz respeito, com o objetivo de promover interesses corporativos
ligados às elites de Washington", informou em nota o ministro venezuelano.
O presidente
Nicolas Maduro já acusou os
Estados Unidos de planejarem invadir a Venezuela para derrubar seu governo,
enquanto Washington já impôs sanções às dívidas da Venezuela e a membros do
governo Maduro diante de acusações
de corrupção, violações de direitos humanos e fraude eleitoral.
Disputa
territorial com a Guiana
Uma disputa
territorial centenária entre Venezuela e Guiana reapareceu nos últimos anos com
a descoberta de 5 bilhões de barris de petróleo e gás pela Exxon na costa da
Guiana.
Na Venezuela,
que é um país membro da Opep, a produção de petróleo está perto de mínimas em
70 anos em meio a uma severa crise econômica.
A Guiana diz
que Caracas abriu mão de sua participação no Essequibo, uma região de selva com
baixa população que compõe dois terços do território da Guiana, após uma
decisão de 1899 de um tribunal internacional, mas a Venezuela decidiu não
acatar à essa resolução posteriormente. A ONU neste ano arbitrou uma disputa na
Corte Internacional de Justiça.
Duas
embarcações de propriedade da norueguesa Petroleum Geo-Services e sob contrato
da Exxon Mobil estavam conduzindo pesquisas sísmicas na área. Os navios
interromperam seus trabalhos e se voltaram para o leste após a marinha
venezuelana dizer que a Guiana não tinha jurisdição ali.
Perguntado
sobre se havia planos para que as embarcações retomassem suas atividades, o
ministro de Assuntos Exteriores da Guiana, Carl Greenidge, disse que o governo
está "em discussão" com a Exxon.
Nem a Exxon nem
a PGS responderam imediatamente aos pedidos para comentário na terça-feira, e o
Departamento de Estado dos Estados Unidos se recusou a comentar o assunto
Por Reuters

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