![]() |
Manifestante
protesta contra o presidente da Nicarágua,
Daniel
Ortega, em Manágua — Foto: INTI OCON / AFP
|
Organização
investiga denúncias e expulsões no país, que vive colapso político desde abril.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou
para quinta-feira, 27 de dezembro, uma sessão extraordinária para discutir as
denúncias de violações dos direitos humanos na Nicarágua.
O
secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o
brasileiro Paulo Abrão, afirmou nesta quarta-feira (26) que especialistas do
organismo que estavam na Nicarágua e foram expulsos vão apresentar as suas
conclusões na reunião.
Uma onda de protestos iniciada em 18 de abril
contra uma reforma da previdência social levou a um movimento mais
amplo exigindo a renúncia do presidente Daniel Ortega e da vice-presidente, sua esposa Rosario
Murillo, o que provocou uma dura repressão.
Segundo os
números da CIDH, os protestos deixaram 325 mortos e 400 presos.
Para investigar
as denúncias, a Comissão formou o Painel de Investigação Interdisciplinar
(AIDPI) e o Mecanismo Especial para a Nicarágua (MESENI), que viajaram pelo
país, mas foram expulsos pelo governo em 19 de dezembro.
Em Washington,
o GIEI denunciou em seu relatório apresentado em 21 de dezembro que "o
Estado da Nicarágua praticou atos que, de acordo com o direito internacional,
devem ser considerados crimes contra a humanidade, particularmente
assassinatos, detenções arbitrárias e crime de perseguição".
A sessão da OEA
será presidida pela Costa Rica,
anunciou em um comunicado a ministra das Relações Exteriores Lorena Aguilar
Revelo.
"Nosso
país vai presidir a reunião da OEA por meio de sua representante permanente, a
embaixadora Montserrat Solano Carboni, e levantará sua voz contra a escalada
repetida de abusos contra os direitos humanos e liberdades na Nicarágua",
disse Aguilar.
Por RFI

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!