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© Carl de
Souza Braga Netto comparou o início da intervenção
em fevereiro
deste ano a um avião que precisou começar a
funcionar em
pleno voo
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O interventor
na segurança pública do Rio de
Janeiro, general Walter
Braga Netto, disse que, após dez meses de trabalho, a intervenção federal atingiu os
objetivos de recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e
baixar os índices de criminalidade. “Temos a convicção de que trilhamos um
caminho difícil e incerto, mas cumprimos a missão”, disse durante a cerimônia
de encerramento da intervenção, que ocorreu no Comando Militar do Leste, centro
do Rio.
Braga Netto
destacou, ainda, a participação da sociedade carioca, de instituições públicas
e privadas, de órgãos de segurança pública que trabalharam de forma integrada
às Forças Armadas, o que, para ele, significa um marco histórico. O
general defendeu mais uma vez a importância da continuidade da integração das
forças. “Os desafios da segurança pública só serão vencidos se enfrentados de
forma integrada, onde cada organização oferece as suas melhores capacidades
para atingirmos o bem comum”, apontou.
Durante o
discurso, Braga Netto comparou o início da intervenção em fevereiro deste ano a
um avião que precisou começar a funcionar em pleno voo. “Diferente do que
muitos imaginam, não tínhamos um plano pronto. A surpresa foi nossa companheira
e sabíamos que a demanda requerida era urgente. Sentimos orgulho quando
literalmente percebemos que os homens e mulheres que se somavam à equipe
inicial, não apenas aprendiam a pilotar esse ‘avião’, mas estavam construindo-o
em pleno voo”, indicou.
Braga Netto
destacou o planejamento estratégico, concluído pelos integrantes do Gabinete de
Intervenção Federal em pouco tempo, que orientou as ações em dois eixos
principais: recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e
baixar os índices de criminalidade, visando a recuperação da sensação de
segurança pela população carioca e a transformação dos órgãos de Segurança
Pública em instituições do estado.
Durante a
cerimônia, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, apresentou uma mensagem de
áudio gravada do presidente Michel Temer elogiando o “brilhante trabalho”
realizado pela intervenção. Sem detalhar os números, Temer destacou a queda em
indicadores de criminalidade e o apoio da população. “Não foi sem razão que a
população do Rio de Janeiro em todas as pesquisas revelava o aplauso à
intervenção”, afirmou, acrescentado que decretou a intervenção, em fevereiro
deste ano, após negociação com o governo estadual.
O governador em
exercício do Rio, Francisco Dornelles, lembrou que antes da intervenção “o
estado do Rio estava à beira da convulsão social”. Dornelles agradeceu ao
general Braga Netto pelo legado que a intervenção deixará no Rio.
Agência
Brasil

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