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REUTERS/Eduardo Munoz Trump durante
reunião do Conselho de Segurança da ONU
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O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira a China de tentar
interferir nas eleições legislativas de 6 de novembro nos Estados Unidos,
afirmando que Pequim não quer que o governista Partido Republicano tenha um bom
resultado na eleição devido à sua posição em questões comerciais.
"A China
tem tentado interferir em nossa eleição de 2018, em novembro. Contra o meu
governo", disse Trump durante reunião do Conselho de Segurança da ONU,
cujo tema oficial era a não proliferação de armas de destruição em massa e o
Irã.
Trump, que
estava presidindo a reunião do Conselho de Segurança pela primeira vez desde
que se tornou presidente dos EUA, não forneceu qualquer evidência para sua
alegação, que a China imediatamente rejeitou durante a mesma reunião.
"Nós não
interferimos e nem interferiremos nos assuntos domésticos de nenhum país. Nos
recusamos a aceitar quaisquer acusações injustificadas contra a China",
disse o principal diplomata chinês, Wang Yi, ao Conselho.
Os Estados
Unidos e a China estão envolvidos em uma guerra comercial, desencadeada pelas
acusações de Trump de que China há muito tempo busca roubar a propriedade
intelectual dos EUA, limitar o acesso ao seu mercado próprio e injustamente
subsidiar companhias estatais.
Mais tarde nesta
quarta-feira, Trump criticou um suplemento da companhia de mídia operada pelo
governo chinês no jornal Sunday Des Moines Register promovendo os benefícios
mútuos do comércio EUA-China. A prática de governos estrangeiros comprarem
espaço em jornais dos EUA para promover comércio é comum e difere de uma
operação clandestina operada por uma agência nacional de inteligência.
"A China
está realmente colocando anúncios publicitários no Des Moines Register e em
outros jornais, feitos para parecer com notícias", disse Trump em um post
no Twitter.
Em seguida, um
funcionário de alto escalão do governo Trump disse que a China usa ferramentas
políticas, econômicas, comerciais, militares e de informação para influenciar a
opinião pública norte-americana e promover os interesses do governo chinês e do
Partido Comunista.
O foco de Trump
na China e sua alegação de interferência eleitoral surpreenderam durante uma
reunião formal que deveria se concentrar na disseminação de armas nucleares,
químicas e biológicas.
"Eles não
querem que eu vença porque eu sou o primeiro presidente a desafiar a China no
comércio, e nós estamos ganhando no comércio, estamos ganhando em todos os
níveis. Nós não queremos que eles intervenham ou interfiram nas nossas
eleições", disse Trump, que participa da reunião anual de líderes mundiais
da ONU.
Trump não
concorre nas eleições deste ano e só enfrentará novamente as urnas pessoalmente
em 2020, mas a eleição de novembro vai determinar se o governista Partido
Republicano poderá manter o controle da Câmara dos Deputados e do Senado.
(Reportagem de Yara Bayoumy, Steve
Holland, David Lawder e Michelle Nichols)
Por Yara Bayoumy e Michelle Nichols

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