![]() |
© Fornecido
por Agência Brasil A Agência Nacional do Petróleo,
Gás natural e Biocombustíveis (ANP) realiza a
4ª rodada de
licitação do
pré-sal.
|
A Agência
Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realiza, nesta sexta-feira
(28), no Rio de Janeiro, a 5ª Rodada de Licitações de Partilha da Produção em
áreas do pré-sal. Serão oferecidos quatro blocos de exploração nas áreas
denominadas Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde,
localizadas nas bacias de Santos e Campos. O leilão está marcado para começar
às 9 horas, no Hotel Gran Hyatt, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da
capital fluminense.
Segundo a ANP,
as 12 empresas aprovadas para participar do certame são:
- Chevron
Brazil Ventures LLC - Estados Unidos
- CNOOC
Petroleum Brasil Ltda. - China
- Ecopetrol S.A
– Colômbia
- Equinor
Brasil Energia Ltda. – Noruega
- ExxonMobil
Brasil - Estados Unidos
- Petróleo
Brasileiro S.A. (Petrobras) – Brasil
- BP Energy do
Brasil Ltda. - Reino Unido
- CNODC Brasil
Petróleo e Gás Ltda. - China
- DEA Deutsche
Erdoel AG - Alemanha
- QPI Brasil
Petróleo Ltda. - Catar
- Shell Brasil
Petróleo Ltda. - Reino Unido
- Total E&P
do Brasil Ltda. - França
Ainda segundo a
agência, apenas a petorleira alemã DEA Deutsche Erdoel AG ainda não possui
contrato para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. O
volume estimado desses quatro blocos supera os 17 bilhões de barris.
Preferência da
Petrobras
Em junho, a
Petrobras já havia manifestado, ao Ministério de Minas e Energia, interesse de
preferência pela área Sudoeste de Tartaruga Verde, cuja estimativa é extrair
1,29 bilhão de barris. Pelas regras na lei do pré-sal, caso a estatal
brasileira não consiga arrematar esse bloco, poderá se consorciar às empresas
vencedoras e obter uma participação de 30%, como operadora da exploração. A
empresa operadora é aquela que ficará responsável pela condução e execução de
todas as atividades previstas no contrato.
Nas licitações
sob o regime de partilha da produção, as empresas vencedoras são as que
oferecem ao governo, a partir de um percentual mínimo fixado no edital, o maior
percentual de óleo excedente da futura produção. Esse excedente é o volume de
petróleo ou gás que resta após descontar os custos da exploração e
investimentos. A ordem dos leilões de amanhã será: Saturno, Titã, Pau-Brasil e
Sudoeste de Tartaruga Verde.
![]() |
© Fornecido
por Agência Brasil Leilão de áreas do pré-sal
|
O Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE) também definiu um valor a ser pago à
União pelo arremate de cada bloco, a título de bônus de assinatura (veja na
tabela abaixo). O valor total em bônus de assinatura a ser pago na 5ª rodada do
pré-sal, caso todas as áreas sejam arrematadas, pode chegar R$ 6,82 bilhões.
Este valor,
somado aos R$ 8 bilhões da 15º Rodada de Licitações realizada em março último e
aos quase R$ 3,2 bilhões arrecadados na 4ª Rodada de Partilha de Produção –
pré-sal, em junho, chega-se a expectativa de arrecadação total de quase R$ 18
bilhões com leilões somente este ano, “o melhor resultado de todos os tempos”,
segundo avaliação do próprio Ministério de Minas e Energia (MME).
Expectativa
Ao participar
da solenidade de abertura da Rio Oil & Gás nesta segunda-feira (24), no
Riocentro, zona oeste da cidade, o secretário-executivo do Ministério de Minas
e Energia, Márcio Félix, disse que a expectativa do governo federal é vender
todas as quatro áreas ofertadas. “A avaliação é positiva porque é o último
leilão de 2018, o que o torna muito atraente”, disse. Para ele o preço do
barril de petróleo, hoje acima dos US$ 80, é uma atratividade a mais e fará do
leilão um dos mais disputados entre os já realizados.
“O preço do
petróleo está tocando a casa dos US$ 80 o barril – na verdade já ultrapassou
este patamar –, a Petrobras já manifestou direito de preferência por uma das
áreas, mas tem também a área de Pau-Brasil, que retorna ao leilão, tem as áreas
de Titã e de Saturno, que são as que envolvem os maiores valores e deverão ser
bastante disputadas”, afirmou.
Sobre as
incertezas em relação às eleições do próximo dia 7, Márcio Félix disse
acreditar que a maior parte das mudanças feitas na regulamentação do setor de
petróleo serão mantidas pelo próximo governo.
“Eu acredito
que prevalecerá o bom senso porque os resultados [do setor] são pujantes e o
país precisa disso. Talvez até, dependendo da linha do candidato, possa haver
um ajuste para lá ou pra cá, mas eu acredito que isso [a atual regulamentação]
vai ser mantido até porque a Petrobras está muito mais forte”, disse Félix, na
ocasião.
A previsão do
governo é de que uma nova rodada de licitação do pré-sal seja realizada em
2019, além de um outra rodada de licitação pelo regime de concessão, em áreas
que não estão dentro das reservas do pré-sal.
Félix ressaltou
que a indústria de petróleo e gás vem atraindo cada vez mais investimentos para
o país. "Acho que a gente tem uma indústria mais unida hoje e os
resultados alcançados - são R$ 21 bilhões arrecadados em bônus em apenas um ano
- atestam isso”.
O diretor-geral
da ANP, Décio Oddone, disse que o Brasil precisa atrair mais empresas para
investir em petróleo e gás natural. Segundo Oddone, o setor tem condições de
propiciar investimentos de R$ 250 bilhões ao ano nos próximos dez anos. “Isso é
muito mais do que qualquer empresa pode investir isoladamente. Não podemos
limitar o setor à capacidade de investimento da Petrobras, porque ele é muito
maior que isso”, disse.
Disputa
acirrada
Última
licitação de petróleo a ser realizada este ano, a 5ª rodada do pré-sal ocorre
uma semana antes das eleições presidenciais e, na avaliação dos especialistas
do setor, deve ser marcada por disputa acirrada.
Estimativas da
própria ANP indicam que, na hipótese da venda de todos os quatro blocos, eles
podem render R$ 180 bilhões em royalties, participações especiais e
tributos federais a partir da entrada em operação das áreas e ao longo dos 35
anos de contrato.
Alguns fatores
que contribuem para o apetite das petroleiras vão desde as várias mudanças
regulatórias, como a flexibilização de regras de conteúdo local, até a
possibilidade de que, dependendo de quem vier a ganhar as eleições, esta pode
ser a última oportunidade das petroleiras adquirirem áreas exploratórias no
país.
Somado a isso,
pesará muito na decisão das empresas na hora de efetuar suas propostas a
quantidade de petróleo em jogo dado o potencial das áreas envolvidas e dos
antecedentes das descobertas no polígono do pré-sal.
Pedro Rafael
Vilela e Nielmar de Oliveira – Repórteres da Agência Brasil


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!