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O ministro
Eliseu Padilha (à dir.), o presidente Michel Temer
(ao centro)
e o ministro Moreira Franco (à esq.)
Foto: Cesar
Itiberê/Presidência da República
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Pedido havia
sido negado pelo ministro em agosto enquanto inquérito estava em andamento para
não prejudicar investigações. Com conclusão da apuração, Fachin concedeu
acesso.
O ministro Luiz
Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),
concedeu nesta quinta-feira (27) pedido da defesa do ministro Moreira Franco
(Minas e Energia) para ter acesso a dados de quebra de seu sigilo telefônico em
um inquérito que o investiga
juntamente com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o presidente Michel
Temer.
O caso,
relatado nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht, se refere a um
jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014. Na ocasião, segundo os delatores,
foi acertado
o repasse ilícito de R$ 10 milhões ao MDB.
Ainda de acordo
com os delatores da Odebrecht, teriam participado da reunião Eliseu Padilha, o
então presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, o ex-executivo Cláudio Melo
Filho, e o então vice-presidente Michel Temer. OS três políticos do MDB negam
qualquer irregularidade.
O mesmo pedido
havia sido negado em agosto, pois Fachin entendeu que o acesso poderia
prejudicar as investigações. Com a conclusão do inquérito, o ministro
reconsiderou o entendimento.
“O término das
investigações altera substancialmente o cenário”, escreveu Fachin na nova
decisão, que concede “acesso integral” aos dados.
No relatório em
que informou ao Supremo as conclusões do inquérito, a Polícia
Federal apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por
parte de Temer.
Na terça (25),
a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu
a suspensão do inquérito e decidiu não denunciar o presidente, o
que deixaria o caso parado até que o mandato de Temer termine.
Raquel Dodge
entendeu que deve-se aplicar a imunidade temporária a Temer porque as suspeitas
se referem a antes do mandato. E a Constituição impede que um presidente
responda por fatos anteriores.
A procuradora
também pediu que as suspeitas sobre Padilha e Moreira Franco sejam remetidas à
Justiça Federal do Distrito Federal, para que o MPF que atua na primeira
instância analise o relatório da PF e decida como proceder. Isso porque, conforme
Raquel Dodge, os fatos não têm relação com o cargo e nem foram cometidos
durante o mandato.
Por Rosanne D'Agostino, G1 —
Brasília

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