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picture-alliance/dpa/empics/D. Lipinski Em julho, o Facebook
desativou
uma "rede de desinformação" no Brasil destinada a
divulgar
notícias falsas
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Limpa ocorreu
em vários países, incluindo o Brasil, em meio aos esforços da rede social
contra interferência eleitoral. Zuckerberg lista medidas adotadas pela
companhia para derrubar tais campanhas de desinformação.
O fundador e
presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou nesta quinta-feira (13/09)
que, em seis meses, a plataforma removeu um bilhão de perfis falsos, como parte
de um esforço da companhia para evitar interferência em eleições mundo afora
através da rede social.
Em nota
publicada em seu perfil no Facebook, Zuckerberg delineou uma série de medidas
tomadas por sua equipe para proteger a plataforma de pessoas que "abusam
de seus serviços" por meio de campanhas de desinformação e de manipulação
visando interferir em processos eleitorais.
"Um de
nossos esforços mais importantes é encontrar e remover contas falsas",
disse o empresário. "Com avanços na técnica de machine learning [aprendizado
de máquina], construímos sistemas que bloqueiam milhões de contas fakes todos
os dias."
Entre outubro
de 2017 e março deste ano, foram 1 bilhão de perfis removidos no total. Segundo
Zuckerberg, a grande maioria deles foi deletada minutos após terem sido criados,
"antes que pudessem fazer algum mal".
"Os
números são tão altos porque nossos adversários usam computadores para criar
contas falsas em massa. E enquanto estamos melhorando rapidamente nossa
capacidade de detectá-los e bloqueá-los, ainda é muito difícil identificar os
atores mais sofisticados", argumentou. "[São] sofisticados e bem
financiados. Eles não vão desistir e vão continuar evoluindo."
Diante desse
desafio, o Facebook tem multiplicado o número de funcionários que trabalham no
setor de segurança e proteção, passando de 10 mil pessoas no ano passado para
mais de 20 mil contratados neste ano, informou o presidente da companhia.
Segundo ele,
esses perfis falsos costumam interagir em postagens ou eventos criados por
contas legítimas, gerando a impressão de que elas possuem um apoio muito maior
do que realmente têm.
Como exemplo,
Zuckerberg contou que a plataforma identificou e removeu recentemente uma série
de perfis falsos envolvidos na promoção de um evento legítimo no Facebook,
acerca de um protesto, alegando que eles participariam do ato e incentivando
outros a fazerem o mesmo.
O empresário
ainda voltou a admitir que a empresa não foi capaz de conter devidamente os
grandes esforços de influência nas mídias sociais nas eleições americanas de
2016, mas reiterou que "hoje o Facebook está melhor preparado para esse
tipo de ataque".
Campanhas de
desinformação foram descobertas em vários países, entre eles o Brasil.
"Nós derrubamos recentemente uma rede de contas no Brasil que estava
escondendo sua identidade e espalhando desinformação antes das eleições
presidenciais do país em outubro", escreveu.
Ele
provavelmente se referia a uma rede composta por 196 páginas e 87 perfis
pessoais, que foi retirada do ar em julho deste ano por violar as políticas de
autenticidade da companhia – as normas da plataforma ditam que ela não pode ser
usada por identidades falsas ou para a disseminação de spams e fake
news.
Em nota
divulgada na época, o Facebook disse que essas contas "escondiam das
pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão
e espalhar desinformação". Entre os envolvidos estavam páginas ligadas a
apoiadores do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e ao Movimento
Brasil Livre (MBL).
EK/afp/ots

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