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Amaya
Coppens, estudante de medicina belga-nicaraguense,
foi presa em
León — Foto: Reprodução/Facebook/Amaya Coppens
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Entre os presos
durante as manifestações anti-Ortega na Nicarágua está uma jovem estudante do "Movimento
Estudantil 19 de Abril", que detém a dupla nacionalidade
belga-nicaraguense e cujo destino preocupa a família e as autoridades da
Bélgica. A militante é acusada de "terrorismo",
"sequestro", "incêndio criminoso" e "porte de
armas", acusações fabricadas, segundo seu pai, Frédéric Coppens.
Ele diz que sua
filha, Amaya Coppens, é dirigente do movimento estudantil e que participava das
manifestações desde o começo, em meados de abril. Segundo o pai, ela lutava
contra "as injustiças e o autoritarismos crescentes do regime
Ortega/Murillo". Coppens informa ainda que ela teria sido transferida para
o centro de detenção de El Chipote, na capital Manágua, onde, segundo ele,
haveria casos confirmados de tortura.
A estudante foi
presa na noite de segunda-feira (10) pela polícia e pela milícia paramilitar em
León, a segunda maior cidade do país. Seu pai havia retornado à Bélgica com
dois irmãos de Amaya antes da prisão de sua filha. Amaya Coppens nasceu em
Bruxelas e cresceu na Nicarágua. Ela tem 23 anos e estuda medicina no país da
América Central.
O ministro de
Relações Exteriores da Bélgica disse que está acompanhando de perto a situação
e que pretende abordar a questão diretamente com seu homólogo na Nicarágua.
Por RFI

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