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Nicola
Maduro, presidente da Venezuela, presta homenagem no
mausoléu de Mao — Foto: FRANCISCO BATISTA /
Venezuelan
Presidency / AFP
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Presidente
venezuelano está passando quatro dias na China para debater acordos econômicos.
A China está
disposta a dar toda a ajuda que puder à Venezuela, disse o primeiro-ministro
chinês, Li Keqiang, ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nesta
sexta-feira, mas a mídia estatal não mencionou novos recursos chineses para o
país sul-americano.
Maduro está
passando quatro dias na China para debater acordos econômicos, e o país-membro
da Opep, que está em crise, tenta persuadir seu principal financiador asiático
a desembolsar novos empréstimos.
Li disse a
Maduro que a China apoia os esforços da Venezuela para desenvolver sua economia
e melhorar o padrão de vida das pessoas, e está disposta a dar toda a ajuda que
puder, noticiou a televisão estatal chinesa, sem dar detalhes.
A China também
está disposta a continuar desenvolvendo negócios e trocas comerciais e espera
que a Venezuela consiga oferecer mais "apoio institucional e garantias
legais", acrescentou Li.
Em um encontro
separado com o presidente chinês, Xi Jinping, Maduro agradeceu à China por sua
compreensão e seu apoio de longo prazo, disse a mídia chinesa.
A Venezuela
está disposta a "explorar métodos de financiamento eficazes" com a
China e fortalecer a cooperação com o parceiro no setor energético, acrescentou
Maduro, segundo a mídia estatal, sem dar detalhes.
Xi disse a
Maduro que os dois países deveriam promover uma cooperação mutuamente benéfica
para levar as relações a um novo patamar, e que deveriam consolidar a confiança
política mútua, de acordo com a TV estatal.
A China
apoiará, como antes, os esforços do governo venezuelano para buscar a
estabilidade e o desenvolvimento, acrescentou Xi.
A reportagem
não fez menção sobre a China ter concordado em providenciar novos fundos à
Venezuela.
Durante uma
década a China injetou mais de 50 bilhões de dólares na Venezuela por meio de
acordos de petróleo em troca de empréstimos que ajudaram Pequim a garantir suprimentos
de energia para sua economia de crescimento rápido, ao mesmo tempo em que
fortalecia um aliado anti-EUA na América Latina.
Mas o fluxo de
dinheiro parou quase três anos atrás, quando a Venezuela pediu uma mudança nos
termos de pagamento devido à queda nos preços do petróleo e à diminuição da
produção de petróleo do país, fatores que lançaram a economia de controle
estatal em uma crise marcada pela hiperinflação.
Em julho o
Ministério das Finanças venezuelano disse que receberia 250 milhões de dólares
do Banco de Desenvolvimento da China para fortalecer sua produção petrolífera,
mas não deu detalhes.
Por Reuters

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