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© Reuters Ao
lado da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania,
Vladimir
Putin passa a bola da Copa do Mundo da Rússia para seu
colega
Donald Trump.
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Membros
do Congresso dos Estados Unidos, incluindo alguns dos principais líderes
republicanos, repreenderam nesta terça-feira (17) o desempenho do presidente
americano, Donald Trump,
durante a coletiva de imprensa de ontem ao lado do líder russo, Vladimir Putin. A principal
insatisfação foi com a recusa de Trump de condenar Putin por interferir na
eleição dos Estados Unidos em 2016.
O presidente da
Câmara, Paul Ryan, contradisse vários comentários que Trump fez durante a
conferência em Helsinque. “Não há dúvida de que a Rússia interferiu em nossa
eleição e continua tentando minar a democracia aqui e em todo o mundo”, disse
Ryan, republicano de Wisconsin, em um comunicado. Para ele, esse fato “não é
apenas descoberta da comunidade de inteligência americana”, mas também do
Comitê da Câmara.
“O presidente
precisa reconhecer que a Rússia não é nossa aliada”, continuou. “Não há
equivalência moral entre os Estados Unidos e a Rússia, que permanece hostil aos
nossos valores e ideais mais básicos. Os Estados Unidos devem se concentrar em
responsabilizar a Rússia e por um fim aos seus ataques vis à democracia.”
O líder da
maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, falou brevemente com
repórteres americanos ontem, também em apoio ao que apontam as investigações da
inteligência americana. “Eu disse várias vezes e digo isso de novo, os
russos não são nossos amigos e acredito inteiramente na avaliação de nossa
comunidade de inteligência”, disse o senador pelo estado de Kentucky à emissora
CNN. Ele não respondeu quando questionado se iria revelar a Trump que discorda
dele.
O também
senador republicano John McCain, que já havia criticado Trump em outras
ocasiões, disse que os comentários do líder da Casa Branca foram “uma das
performances mais vergonhosas de um presidente americano na memória” dele. Bob
Corker, presidente do Departamento de Relações Exteriores do Senado pelo mesmo
partido, disse, por sua vez, que o presidente “nos fez parecer bobos” e que
Putin provavelmente estava comendo caviar no avião para casa.
Os comentários
de Trump durante a coletiva de imprensa, que pareciam apoiar a negação de Putin
em relação ao papel da Rússia nas eleições americanas e questionar a avaliação
da inteligência dos Estados Unidos, foram alvo de críticas até para aliados do
presidente americano. Os senadores Orrin Hatch, Tim Scott, Susan Collins e
Lindsey Graham, assim como os representantes republicanos Liz
Cheney, Trey Gowdy, Adam Kinzinger e Will Hurd, também criticaram a fala
de Trump.
Frank LoBiondo,
de Nova Jersey, que preside o subcomitê da CIA, também disse que Trump perdeu
uma oportunidade de criticar Putin pelo ocorrido. “Eu discordo fortemente da
afirmação de que a Rússia não se intrometeu nas eleições de 2016”, publicou em
sua conta no Twittero republicano, que não está concorrendo a reeleição. “O
Presidente Trump perdeu a oportunidade de responsabilizar Putin publicamente.”
Leticia
Fuentes

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