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Dario
Queiroz Galvão Filho foi condenado a 20 anos
e seis meses
na segunda instância da Lava Jato
(Foto:
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo)
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Desembargadores
do TRF-4 negaram recurso da defesa por unanimidade. Principal dirigente e um
dos sócios da empreiteira Queiroz Galvão, ele responde por lavagem de dinheiro,
corrupção ativa e formação de quadrilha.
O Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve nesta quinta-feira (19) a
condenação em segunda instância do ex-presidente da empresa Galvão Engenharia
Dario Queiroz Galvão Filho. Ele foi
condenado a 20 anos e seis meses por lavagem de dinheiro,
corrupção ativa e formação de quadrilha. A Galvão Engenharia é uma das
empreiteiras investigadas pela Lava Jato no esquema de corrupção da Petrobras.
A 4ª Seção do
tribunal negou por unanimidade o recurso de embargos infringentes, sendo que o
juiz Nivaldo Brunoni se disse impedido de votar. A defesa ainda poderá
ingressar com embargos de declaração, e após essa etapa a pena só poderá ser
executada.
O G1 tenta contato com a
defesa para pedir um posicionamento.
Principal
dirigente e um dos sócios da empreiteira, Queiroz Galvão Filho foi preso em 27
de março de 2015. Na época, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), foi
autorizado a cumprir pena domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. No
entanto, na sentença, Moro decidiu pela retirada do equipamento.
O recurso, que
pedia a prevalência do voto com a pena mais amena, também foi negado aos outros
dois réus no processo. Para Erton Medeiros Fonseca, ainda vale a pena de 13
anos e cinco meses de reclusão, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e
associação criminosa. O mesmo vale para Jean Alberto Luscher Castro, condenado
a 14 anos e quatro meses por corrupção ativa e associação criminosa.
Clube das
empreiteiras
Conforme as
investigações da Lava Jato, um grupo formado por empreiteiras praticou crimes
contra a Petrobras através da corrupção de funcionários da estatal e da lavagem
dos recursos obtidos com os crimes. Entre elas, está a Galvão Engenharia.
"Segundo o
MPF, a empreiteira Galvão Engenharia, juntamente com outras grandes
empreiteiras brasileiras, teriam formado um cartel, através do qual, por ajuste
prévio, teriam sistematicamente frustrado as licitações da Petróleo Brasileiro
S/A - Petrobras para a contratação de grandes obras a partir do ano de 2006,
entre elas na RNEST e COMPERJ", diz trecho da decisão de Moro sobre a
denúncia.
Os procuradores
sustentam que representantes das empreiteiras se reuniam para dividir as obras
licitadas pela Petrobras, através de regras previamente estabelecidas. Este
grupo foi denominado de "Clube das Empreiteiras", conforme
depoimentos colhidos ao longo do processo.
Por G1 RS e RBS TV

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