![]() |
©
REUTERS/Ueslei Marcelino Pré-candidato do PSL à Presidência,
Jair Bolsonaro, e general da reserva Augusto
Heleno durante
protestos
contra o ex-presidente Lula em Brasília
|
O general da
reserva do Exército Augusto Heleno afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à
Reuters, que o Partido Republicano Progressista (PRP) barrou a indicação dele
para ser o candidato a vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato à
Presidência Jair Bolsonaro, do PSL.
Bolsonaro
chegou a afirmar, em evento público no interior paulista na noite de
terça-feira, que até esta quarta-feira iria anunciar o nome de Heleno como seu
colega de chapa, segundo relato feito pelo presidente do PSL em São Paulo, o deputado
federal Major Olímpio.
No entanto,
Heleno disse que na noite de terça-feira a cúpula do PRP, ao qual é filiado, se
reuniu com ele em Brasília e definiu que o plano principal da legenda para a
eleição de outubro é eleger deputados federais como forma de aumentar o tamanho
do fundo partidário e o tempo de rádio e TV que o partido tem.
Segundo o
general, não houve qualquer mal estar pelo fato de o pré-candidato do PSL tê-lo
anunciado antecipadamente e não foi colocada nenhuma restrição ao nome dele,
mas, segundo a decisão da legenda, ser companheiro de chapa de Bolsonaro não
iria acrescentar em nada aos objetivos do PRP.
"O partido
não tem interesse em abraçar uma candidatura a vice", disse Heleno à
Reuters.
O general
afirmou que, logo após a decisão da cúpula do PRP, telefonou para Bolsonaro
avisando-lhe que não seria companheiro de chapa dele. Heleno disse que não se
sentia frustrado com a decisão da legenda.
"Não tirou
um minuto do meu sono. Era uma missão que poderia ou não acontecer",
disse. "Tenho a minha vida construída em cima de cargos conquistados pelos
meus méritos", completou.
Heleno é
filiado ao PRP do Distrito Federal e ficou nacionalmente conhecido por ter sido
o primeiro comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no
Haiti, missão de paz que teve a liderança militar do Brasil.
O general disse
que não vai se candidatar a outro cargo eletivo em outubro, mas pretende
continuar a ajudar na campanha de Bolsonaro. Questionado se assumiria um
eventual ministério na gestão dele --foi cotado para a pasta da Defesa--, ele
disse que não adianta pensar nisso agora. "Tem que ganhar antes",
afirmou.
A
pré-candidatura de Bolsonaro --líder nas pesquisas de intenção de voto nos
cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que
está preso e deve ser barrado de concorrer pela Lei da Ficha Limpa-- não conta
com nenhum partido aliado até o momento.
Por enquanto a
legenda de Bolsonaro vai dispor de apenas 8 segundos do tempo do rádio e TV em
um bloco na campanha eleitoral de 12 minutos e 30 segundos. Aliados do
candidato, contudo, minimizam essa ínfima presença na TV e apostam na forte
presença dele nas redes sociais durante a campanha.
Por Ricardo
Brito
Reuters

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!