
O presidente do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Thompson Flores, endossou a decisão do
relator da Lava Jato João Pedro Gebran Neto que, neste domingo, 8, suspendeu
ordem de habeas corpus que havia sido dada pelo plantonista da Corte,
desembargador Rogério Favreto, em favor do ex-presidente Lula. Com a decisão de
Thompson Flores, o petista fica na cadeia.
"Nessa
equação, considerando que a matéria ventilada no habeas corpus não desafia
análise em regime de plantão judiciário e presente o direito do Des. Federal
Relator em valer-se do instituto da
avocação para preservar competência que lhe é própria (Regimento Interno/TRF4R, art. 202), determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida no evento 17", escreveu.
avocação para preservar competência que lhe é própria (Regimento Interno/TRF4R, art. 202), determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele proferida no evento 17", escreveu.
"Comunique-se
com urgência à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal", anotou.
Thompson Flores
mandou comunicar 'com urgência' a Polícia Federal de sua decisão. Durante todo
o domingo, 8, a PF viveu um grande impasse. Logo cedo, havia chegado à
Superintendência Regional em Curitiba a decisão do desembargador Rogério
Favreto, plantonista do TRF-4, mandando soltar o ex-presidente. A ordem do
plantonista, no entanto, esbarrou em uma outra decisão, do juiz Sérgio Moro.
Mais tarde, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no
TRF-4, suspendeu a decisão do plantonista, que voltou à carga e novamente
decretou a soltura de Lula.
Provocado pelo
Ministério Público Federal em 'conflito positivo de jurisdição', o presidente
do TRF-4 tomou sua decisão no início da noite deste domingo.
"Por
conseguinte, não há negar a incompetência do órgão jurisdicional plantonista à
análise do writ e a decisão de avocação dos autos do habeas corpus pelo Des.
Federal Relator da lide originária João Pedro Gebran Neto há de ter a sua
utilidade resguardada neste momento processual", escreveu.
Thompson ainda
pontua que a 'situação de conflito positivo de competência em sede de plantão
judiciário não possui regulamentação específica e, por essa razão, cabe ser
dirimida por esta Presidência'.
"Nesse
sentido, é a disciplina do artigo 16 da Resolução n. 127 de 22/11/2017 desta
Corte - Art. 16. Os casos omissos serão resolvidos pela Presidência deste
Tribunal para o plantão de segundo grau e pelo Corregedor Regional para os
casos de plantão do primeiro grau", anotou.
Mesmo depois de
o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto,
desautorizar ordem para libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o desembargador Rogério Favreto, plantonista na Corte, insistiu em
acolher pedido de habeas do petista, às 16h04 deste domingo.
Ele ordenou que
Lula deixe a PF em uma hora. O desembargador decidiu negar pedido de
reconsideração de seu primeiro despacho movido pela Procuradoria da República
da 4ª Região. E ainda voltou a alertar que 'eventuais
descumprimentos importarão em desobediência de ordem judicial, nos termos
legais'.
Neste domingo,
o desembargador plantonista mandou soltar Lula acolhendo pedido de
habeas corpus. Após a decisão, Moro afirmou que o desembargador é 'absolutamente incompetente'
para contrariar decisões colegiadas do Supremo e do TRF-4. Em novo
despacho, Favreto insistiu em sua decisão. Instado a se manifestar, o relator
natural do caso, João Pedro Gebran Neto, havia suspendido a soltura de Lula.
Desta vez é o presidente da Corte que decidiu manter Lula preso.
Luiz Vassallo,
Amanda Pupo, Ricardo
Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso
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