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Juca Bala e
Tony na chegada ao presídio de
Benfica
(Foto: Yuri Apoena / GloboNews)
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Por terem
feito acordo de delação, a pena passou a 18 anos que passará, no futuro, a
prisão domiciliar e prestação de serviços como cursos para procuradores sobre
lavagem de dinheiro.
O juiz Marcelo
Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, condenou os doleiros Vinícius
Claret, o Juca Bala, e Cláudio Barboza, o Tony, a 41 anos de prisão, pelos
crimes de organização criminosa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e
organização criminosa.
A dupla foi
acusada pelo Ministério Público Federal de integrar a organização criminosa
chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral.
Como fecharam
acordo de delação premiada, a pena será substituída por 18 anos de prisão que
será cumprida da seguinte forma:
- 1 ano e dois meses em regime fechado (essa parte da
pena já foi cumprida)
- Eles ficarão seis meses em regime domiciliar
fechado com tornozeleira eletrônica
- Depois passarão a regime domiciliar semiaberto,
também no Brasil, podendo sair durante o dia para trabalhar
- Depois, ficarão 1 ano e seis meses em regime
aberto, que poderá ser no Brasil ou no Uruguai.
Os doleiros
terão ainda que cumprir um ano de serviços comunitários, no Brasil ou no
Uruguai.
A dupla terá
ainda que dar seis anos de aulas para integrantes do Ministério Público Federal
sobre técnicas de lavagem de dinheiro. Juca Bala e Tony também foram condenados
a pagar multa de R$ 800 mil, além de uma indenização de R$ 4 milhões cada um.
O advogado
Márcio Delambert, que defende os doleiros, disse que eles apresentaram
informações consistentes que contribuíram para uma das maiores operações de
combate à lavagem de dinheiro do país, com reflexo internacional.
"Com isso,
fizeram jus a todos os benefícios previstos no acordo de colaboração premiada
homologada pela Justiça", informou o advogado dos doleiros.
Por Marcelo Gomes, GloboNews

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