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Ex-presidente
da Coreia do Sul, Park Geun-hye
(Foto: Kim Hong-ji / Pool / AP Photo)
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Condenada
anteriormente a 24 anos de reclusão, sentença eleva pena de Park Geun-hye a 32
anos.
A ex-presidente
da Coreia do Sul, Park
Geun-hye, foi condenada a mais oito anos de prisão por abuso de fundos estatais
e violação das leis eleitorais. A nova sentença eleva a 32 anos a pena de Park,
afastada do cargo em 2016 após um processo
de impeachment movido por denúncias de corrupção.
Park foi
considerada culpada pela Corte do Distrito Central de Seul por ter recebido
cerca de 3 bilhões de won sul-coreanos (cerca de US$ 2,6 milhões) de chefes do
Serviço Nacional de Inteligência durante seu mandato entre 2013 e 2016. Por
esse crime, foi sentenciada a seis anos de prisão.
A Justiça
também condenou a ex-presidente a dois anos de prisão por ter violado leis
eleitorais após interferir no processo de nomeação dos candidados do próprio
partido nas eleições parlamentares de 2016.
Park governou a
Coreia do Sul por três anos. Em 2016, um escândalo de corrupção provocou uma
onda de protestos contra o seu governo. A ex-presidente foi acusada de utilizar
capital político para forçar grandes conglomerados de empresas a pagar dezenas
de milhões de wons a duas fundações controladas por sua confidente e amiga
íntima Choi Soon-il.
O parlamento
moveu um processo de impeachment, concluído em dezembro daquele ano, que a
retirou do cargo e convocou novas eleições. Em março de 2017, ela foi presa e,
semanas depois, condenada a 24 anos de reclusão pelos crimes de corrupção.
Park é o
terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção.
Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 1990 por motivos
similares. O ex-presidente Roh Moo-Hyun, eleito democraticamente, cometeu
suicídio em 2009, quando ele e a família eram investigados por corrupção.
Por G1

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