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© Agência
Brasil Cláudia Cruz ao lado de Cunha em
evento na Câmara em novembro de 2015.
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O processo foi
julgado pelo TRF-4 como consequência de recurso apresentado pelo Ministério
Público Federal (MPF) contra a decisão de Moro. Em sua decisão, Moro enumerava
uma série de gastos vultosos de Cláudia Cruz no exterior, mas dizia que
"embora tal comportamento seja altamente reprovável, ele leva à conclusão
de que a acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi negligente quanto às fontes de
rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família. Não é,
porém, o suficiente para condená-la por lavagem dinheiro".
Assim como o
juiz de Curitiba, a 8ª Turma do tribunal de segunda instância absolveu Cláudia
do crime de lavagem de dinheiro. Ao contrário de Moro, contudo, os
desembargadores liberaram os fundos da famigerada conta Kopek, na Suíça, por não
conseguirem constatar que o dinheiro confiscado é fruto de crime. Advogado de
Cláudia Cruz, Pierpaolo Bottini disse que vai recorrer da condenação, que não
foi unânime.
Nesse mesmo
processo, foram condenados em segunda instância ex-diretor da Petrobras Jorge
Luiz Zelada e o lobista João Augusto Rezende Henriques. Com base em pedido de
recálculo feito pelo MPF, a pena de Zelada subiu de 6 anos para 8 anos, 10
meses e 20 dias pelo crime de corrupção passiva. Henriques, que foi condenado
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, teve a pena elevada de 7 anos para
16 anos, 3 meses e 6 dias de reclusão — os desembargadores entenderam que
houve concurso material, quando as penas são somadas, e não concurso formal,
quando os crimes ficam associados, com uma pena maior para o segundo.
Também
absolvido na primeira instância, o empresário Idalécio de Castro Rodrigues de
Oliveira foi condenado a 12 anos e 8 meses por corrupção ativa e lavagem de
dinheiro. Esse processo foi originado a partir de um contrato de aquisição pela
Petrobras dos direitos de participação na exploração de campo de petróleo na
República do Benin, na África. O negócio teria envolvido o pagamento de propina
para Eduardo Cunha de cerca de 1,3 milhão de francos suíços, cerca de 1,5
milhão de dólares. O deputado cassado cumpre pena de 15 anos de prisão pelo caso.
Rodolfo
Borges
El País

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