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| O procurador-geral, Jean Alain Rodríguez, disse que têm provas contra sete pessoas de propinas, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro |
Os 7
acusados são senador Tommy Alberto Galán; o ex-ministro de Obras Públicas
Víctor Díaz Rúa; os ex-presidentes do Senado Porfirio Andrés Bautista García e
Jesús Vásquez; o ex-senador Roberto Rodríguez Hernández; o advogado Conrado
Pittaluga Arzeno e o empresário Ángel Rondón.
O Ministério
Público da República Dominicana anunciou na quinta-feira (7) que apresentou
acusações contra sete pessoas, dois deles ex-presidentes do Senado, pela seus
supostos envolvimentos nas propinas da construtora Odebrecht, mas excluiu
outros oito ex-funcionários e legisladores que foram acusados no ano passado.
O
procurador-geral, Jean Alain Rodríguez, disse que têm provas contra sete
pessoas de propinas, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, por isso
está apresentando uma acusação formal e solicitando auto de abertura para
julgamento, mas que não encontraram evidências contra outros oito
ex-funcionários e legisladores.
Os sete
dominicanos que serão submetidos à Justiça são o senador Tommy Alberto Galán; o
ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa; os ex-presidentes do Senado
Porfirio Andrés Bautista García e Jesús Vásquez; o ex-senador Roberto Rodríguez
Hernández; o advogado Conrado Pittaluga Arzeno, e o empresário Ángel Rondón,
nomeado pelo Ministério Público como a pessoa que recebeu e distribuiu os
propinas.
"Podemos
afirmar de maneira clara e precisa, que este grupo (os sete) recebeu propinas.
Comprovamos de maneira irrefutável que apresentam um patrimônio que
simplesmente não podem justificar", afirmou Rodríguez.
Ele informou
que a decisão de excluir o outro grupo foi porque não encontraram provas suficientes.
"Por esse motivo, decidimos arquivar, provisoriamente, os expedientes
desses oito acusados", alegou o procurador.
A Odebrecht
revelou que distribuiu US$ 92 milhões na República Dominicana entre 2001 e 2014
para vencer licitações de contratos.
O procurador
anunciou que incluiu na acusação o ex-senador Vásquez Martínez, atual
secretário-geral do opositor Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal
opositor), já que as investigações o ligam a propinas, prevaricação,
enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.
Jean Alain
Rodríguez apresentou as acusações formais dois dias antes de vencer o prazo
dado pelo juiz especial da Suprema Corte de Justiça designada para o caso,
Francisco Ortega Polanco.
Por Agencia EFE

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