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O
ex-governador do Rio Sérgio Cabral presta depoimento na
7ª Vara da
Justiça Federal do Rio de Janeiro
(Foto: FÁBIO
MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)
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Depoimento
marcado para esta sexta-feira estava previsto para fevereiro, mas não ocorreu
porque defesa alegou cerceamento após transferência do ex-governador para
Curitiba.
O ex-governador
do Rio Sérgio Cabral (MDB) será interrogado nesta sexta-feira (8) em
desdobramento da Operação Eficiência, da Lava Jato. A audiência será conduzida
pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.
No processo,
ele é acusado junto aos doleiros Renato e Marcelo Chebar, além de seu
ex-secretário Wilson Carlos e de seus assessores Carlos Miranda e Sérgio de
Castro Oliveira, o Serjão.
Somente nesta
denúncia, o grupo é acusado de ocultar e lavar cerca de R$ 40 milhões,
guardados no Brasil; US$ 100 milhões depositados no exterior e mais quase R$ 10
milhões ocultados em joias, segundo o MPF.
O depoimento
chegou a ser marcado quando Cabral estava em um presídio no Paraná, em
fevereiro, mas seu advogado alegou que não conseguia defendê-lo à distância e o
ex-governador ficou em silêncio.
Em abril,
Cabral conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) permitindo
seu retorno ao Rio. A medida foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, que
determinou também investigação sobre a transferência de Cabral para Curitiba.
Quando chegou na
capital paranaense, o ex-governador foi fotografado algemado nos pés e nas
mãos. O ministro do STF pediu a abertura de um inquérito para saber se houve
abuso no uso de algemas. A Procuradoria Geral da República quer o arquivamento
do inquérito e diz que não cabe ao STF fazer investigações.
Um dia antes da
audiência, na quinta, Cabral foi
denunciado em outro processo da Lava Jato - a Operação Câmbio
Desligo. Ele já é réu em mais de 20 processos e foi condenado em cinco,
totalizando mais de 100 anos de prisão.
Por G1 Rio

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