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© Foto:
Carlos Humberto/STF Relator da Lava-Jato
no STF foi voto vencido numa série de
libertações
de presos na
Lava-Jato.
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Voto vencido
nesta terça-feira numa série de libertações de presos da Lava-Jato na Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal (STF), o ministro Edson Fachin, relator do caso na
Corte, minimizou as divergências que marcaram os julgamentos, dizendo que foi
"um dia de atividade normal". Ele falou que "o dissenso é
natural" no colegiado e que "juiz não tem ideologia". As
declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira, antes da sessão do
plenário. O ministro afirmou anida que "tem paz na alma para fazer
julgamentos" porque deixa as "convicções pessoais do lado de
fora", ressaltando que essa é a "ideologia do magistrado".
— Juiz não tem
ideologia, nem segmento para pender para um lado A ou para um lado B. O que um
magistrado tem, especialmente encarregado de aplicar a Constituição, é aquilo
que se denomina de fé constitucional. O que integra suas convicções pessoais
fica para o lado de fora da porta da sala de julgamento. E é assim que tenho me
portado, e é isso que me dá paz na alma para fazer julgamentos como entendo que
devam ser à luz dessa, que é a ideologia única que orienta o magistrado, que é
a ideologia constitucional. Nada menos, nada mais — disse Fachin.
Na sessão de
ontem, a Segunda Turma libertou o ex-ministro petista José Dirceu, o
ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu, ratificou a soltura de Milton Lyra,
apontado como lobista do MDB, invalidou as buscas e apreensões no apartamento
da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), entre outras decisões que tiveram Fachin
como único voto vencido, contra o posicionamento majoritário dos ministros
Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Fachin destacou, porém, que
considera normal tais resultados, em virtude das interpretações diferentes da
Constituição por parte de cada integrante da Turma.
— O colegiado é
formado de opções distintas, o dissenso é natural no colegiado e é por isso que
nessa mesma medida os julgamentos se dão à luz da ordem normativa. E cada magistrado
aplicando aquilo que depreende da situação. Portanto, foi um dia de atividade
normal no Supremo Tribunal Federal. Assim está sendo e assim será.
Agência O
Globo

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