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| A hemofilia é uma doença genética e hereditária. Foto Divulgação |
Saiba
quais são os sintomas da doença, que afeta cerca de 12 mil pessoas no país
O hemofílico não possui um dos fatores de coagulação do sangue que ajudam a estancar
hemorragias em quantidade suficiente ou com qualidade adequada para exercer
suas funções. Assim, demora mais para formar um coágulo e, quando este se
forma, não impede que o sangue continue saindo pelo local da lesão.
No Hemorio, hemofílicos são tratados por uma equipe multidisciplinar
formada por hematologistas, pediatras, hemoterapeutas, fisiatras, ortopedistas,
dentistas, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos,
fisioterapeutas e psicólogos, como recomenda a Federação Mundial de Hemofilia.
Para ser atendido na unidade, é preciso ser encaminhado por uma
unidade básica de saúde ou clínica da família, com indicação de consulta com um
especialista em Hematologia. Além das consultas ambulatoriais, o Hemorio mantém
um serviço de pronto-atendimento para os pacientes já cadastrados e com doenças
hematológicas como a hemofilia, anemia falciforme, talassemia e outras doenças
crônicas relacionadas ao sangue.
A hemofilia é uma doença genética e hereditária. O cromossomo X é
responsável pela produção dos fatores VIII e IX e, quando esse apresenta alguma
anormalidade, essa produção é prejudicada. Por isso, a doença é mais comum nos
homens, já que eles têm um cromossomo X a menos que as mulheres e, se esse for
anormal, a produção dos fatores será mais afetada.
Tratamento
É comum que o diagnóstico seja feito nos seus primeiros anos de vida.
Quando a criança começa a engatinhar e andar, período em que podem surgir os
primeiros hematomas na região frontal e nádegas ou sangramentos abundantes em
pequenos ferimentos. O diagnóstico e o tipo de hemofilia são determinados por
meio de exames de sangue específicos.
Geralmente, o hemofílico aprende a reconhecer um sangramento antes
mesmo de sentir dor ou inchaço. São sensações semelhantes a um formigamento, na
área afetada. É chamado de aura. A hemofilia é tratada, na maioria dos casos
com a reposição do fator coagulante deficiente. A reposição é feita sob
supervisão médica.
Sintomas
Hemorragias espontâneas, repentinas e sem causa aparente. Simples
atividades como caminhar ou correr podem causar um sangramento, habitualmente
em partes do corpo onde há muita atividade e esforço, como nas articulações.
Tais lesões são chamadas de hemartroses. Principais partes atingidas: joelho,
cotovelos, punhos e tornozelos.
Conheça a doença
Tipo A - Ocorre pela deficiência de atividade do Fator
VIII. Representa 80% dos casos.
Tipo B - Ocorre pela deficiência de atividade do Fator IX.
É Menos comum que o tipo A.
Hemofilia grave - Há muito pouco ou nada de atividade de
fator no sangue (1%). O sangramento pode ocorrer em qualquer lugar do
organismo, de forma espontânea ou após mínimos traumas. As hemorragias
musculares (hematomas) e articulares (hemartroses) são muito comuns nesses
pacientes.
Hemofilia leve - Há entre 5% e 25% de atividade de fator no sangue. O
sangramento é normalmente associado apenas a grandes traumas, tais como
cirurgias ou extrações dentárias. O diagnóstico, muitas vezes, só é feito
quando um episódio de sangramento ocorre.

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