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Conteúdo Redenção? De volta aos salões do poder,
Jefferson viu na nomeação da filha, Cristiane
Brasil, o resgate
de sua
carreira
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Alvo da segunda
fase da Operação Registro Espúrio,
investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios na concessão
de registros de sindicatos,
a deputada federal Cristiane
Brasil (PTB-RJ) também foi proibida de entrar no Ministério do
Trabalho e ter contato com outros investigados da operação, o que inclui o
próprio pai, o ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson. A decisão é do
ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os demais
alvos da operação, também estão outros parlamentares, como o líder do partido
da parlamentar, Jovair Arantes (PTB-GO), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e
servidores do Ministério do Trabalho. Segundo a Procuradoria-Geral da República
(PGR), Cristiane Brasil se tornou investigada após os investigadores terem
acesso a conversas suspeitas mantidas entre ela e Renato Araújo Júnior,
servidor da Secretaria de Relações do Trabalho da pasta.
Nos diálogos,
sustenta a PGR, Cristiane orienta Araújo sobre procedimentos de registro de
sindicatos e pagamentos a receber, configurando “indícios” de que ela teria
participação no esquema investigado. Em março, VEJA revelou que servidores do
Ministério, indicados pelo PTB e pelo Solidariedade, cobravam propina para
aceitar e acelerar determinados pedidos de registro em detrimento de outros.
A pasta está
sob controle político desses partidos desde o início do governo do presidente
Michel Temer (MDB), em maio de 2016. Neste período, as legendas dominaram as
indicações dos cargos técnicos da pasta, preenchidos por critérios políticos. A
própria Cristiane chegou a ser nomeada para ser ministra do Trabalho em
janeiro, mas teve a indicação suspensa pela Justiça.
Defesa
A deputada
Cristiane Brasil afirma ter ficado “surpresa” por ser alvo da segunda fase da
Operação Registro Espúrio. Segundo a parlamentar, ela “não tem papel nas
decisões tomadas pelo Ministério do Trabalho”. “Espero que as questões
referentes sejam esclarecidas com brevidade e meu nome limpo”, disse.
Em nota
assinada por Roberto Jefferson, o PTB diz que é preciso separar “o que é ação
política do que é corrupção”.” A presidência do PTB apoia o trabalho da Polícia
Federal e reitera que não participa – e não participou – de quaisquer
negociações espúrias no Ministério do Trabalho”, completa o texto.
Irmãos Batista
Cristiane
Brasil e Roberto Jefferson não são os primeiros familiares a serem proibidos de
manter contato pela Justiça, nem os primeiros investigados famosos a passarem
pela situação. O procedimento é comum, para evitar que sejam articuladas
quaisquer formas de atrapalhar as apurações em curso.
Presos sob a
suspeita de omitirem fatos em negociações de delação premiada e por se
beneficiarem indevidamente de informações privilegiadas, os irmãos empresários
Joesley e Wesley Batista também tiveram que ficar sem se ver quando obtiveram a
liberdade provisória.
Em maio, a
coluna Radar informou que, em virtude dessa situação, eles chegaram a negociar
por meio de parentes quem visitaria a mãe no Dia das Mães no almoço e
quem só poderia ir à noite. No entanto, a Justiça de São Paulo acabou revogando
a decisão e voltando a permitir o contato familiar.
VEJA.com

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