11/06/2018

Ex-secretário de obras do Rio, Alexandre Pinto é interrogado na Lava Jato


Ex-secretário de Obras da Prefeitura do Rio, Alexandre Pinto
 (Foto: Reprodução / TV Globo / Arquivo)
Titular da pasta na gestão de Eduardo Paes (ex-MDB, agora no DEM) será ouvido pelo juiz Marcelo Bretas. Operação é desdobramento da Lava Jato fluminense.
O ex-secretário de Obras na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), Alexandre Pinto, será interrogado nesta segunda-feira (11) no processo como réu na Operação Mãos à Obra, desdobramento da Operação Rio 40°C, parte da Lava Jato fluminense.
A investigação é sobre um esquema de propinas envolvendo obras do BRT Transbrasil,corredor exclusivo de ônibus articulado ligando o Centro ao bairro de Deodoro, com custo previsto de R$ 1,4 bilhão. Segundo os investigadores, o esquema de propina era comandado por Alexandre Pinto, e foram identificadas remessas ilegais de recursos ao exterior.
Pinto já havia sido preso durante a investigação Rio 40ºC, que apura desvios de R$ 35,5 milhões. De acordo com a denúncia, foram pagas propinas em obras do BRT Transbrasil, Linha Vermelha, Asfalto Liso, Transoeste, Maracanã, Transcarioca e na recuperação das bacias de Jacarepaguá e da Barra.
Em março, o ex-prefeito do Rio – à época no MDB, hoje no DEM – depôs como testemunha de defesa no processo. Logo após a prisão, Paes disse que se fossem confirmadas as acusações seria "uma grande decepção". O ex-prefeito disse, ainda, que o funcionário era servidor de carreira e que a nomeação não foi política.
Também na audiência, Paes declarou que nunca soube nada contra seu subordinado nem contra qualquer funcionário da prefeitura.
"Se tivesse alguma denúncia, ele teria sido demitido. Nunca houve nenhuma denúncia. Todas nossas obras eram acompanhadas com uma certa lupa [por causa da Olimpíada]: TCU, AGU, TCM, uma certa força tarefa. Cito até exemplo de uma intervenção que Ministério Público Federal fez nas obras de Deodoro. Interrompeu, não fiquei feliz mas hoje dou graças a Deus"
O ex-secretário foi preso inicialmente em agosto do ano passado, solto em novembro e voltou a ser preso em fevereiro.
Por Gabriel Barreira, G1 Rio

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