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Imigrante da
Guatemala que entrou ilegalmente nos EUA
nesta
segunda-feira (25) é encaminhado a van da Agência
de Alfândega e Proteção da Fronteira (CBP)
(Foto: David J. Phillip/AP Photo)
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Motivo é a
falta de espaço para abrigar famílias que seriam detidas. Adultos que entram
sozinhos continuam sendo encaminhados para responder a processo criminal.
Os pais que
cruzarem ilegalmente a fronteira do México para os Estados Unidos com os filhos não serão processados por ora
porque o governo está ficando sem espaço para abrigá-los, disse um funcionário
da Agência de Alfândega e Proteção da Fronteira (CBP). Na prática, significa
que muitas das famílias apreendidas na fronteira serão liberadas rapidamente,
com a promessa de que voltarão para uma audiência judicial.
Sob uma
política de "tolerância zero", o governo do presidente Donald Trump
prometeu processar todos os adultos que atravessarem a fronteira ilegalmente.
Mas sua política de separar crianças imigrantes dos pais foi alvo de críticas
em todo o mundo, por isso o presidente assinou uma ordem para acabar com a medida e agora Washington
está tentando manter as famílias detidas juntas enquanto os pais aguardam
julgamento.
No entanto, a
medida criou problemas logísticos para abrigar estas famílias, e agora a o CBP
não está mais encaminhando novos casos aos tribunais, segundo disse o
comissário do CBP Kevin McAleenanram.
McAleenan disse
nesta segunda que a ordem de Trump de parar com a separação famiilar provocou
uma suspensão temporária no encaminhamento a processo, a não ser no caso de
imigrantes ilegais que têm antecedentes criminais ou cujos filhos tenham uma
questão de bem-estar.
O comissário
alertou que os adultos que entram ilegalmente sem crianças continuam sendo
encaminhados para serem processados e que os agentes continuam separando de
seus pais ou tutores as crianças que estejam em perigo.
'Solução
temporária'
A porta-voz da
Casa Branca, Sarah Sanders, disse que o governo não está descartando sua
política de "tolerância zero" para a imigração ilegal, mas que
precisa de uma "solução temporária" até pode alojar famílias
imigrantes.
"Isto
só durará pouco tempo, porque ficaremos sem espaço, ficaremos sem recursos para
manter as pessoas juntas. E estamos pedindo ao Congresso que forneça estes
recursos e faça seu trabalho", disse Sarah a repórteres.
"Não vamos
mudar a política. Simplesmente estamos sem recursos", afirmou. A porta-voz
voltou a cobrar que o Congresso americano aprove uma nova lei de imigração que
impeça totalmente a entrada de imigrantes ilegais no país.
"O
Congresso tem que fazer o que ele foi eleito para fazer, e isso é garantir a
segurança na nossa fronteira, impedir que o crime organizado chegue ao nosso país.
O país deixou extremamente claro que que não quer fronteiras abertas. Os
democratas precisam entender isso e precisam trabalhar com os republicanos e
encontrar algumas soluções", disse.
Reforma
migratória
Embora os
republicanos controlem as duas câmaras do Congresso, desentendimentos entre
moderados e conservadores quanto às questões imigratórias abalaram as
perspectivas de uma solução legislativa rápida para a crise na fronteira.
Na semana
passada, o Congresso dos EUA rejeitou em primeira votação um projeto de lei
considerado de "linha dura" com a migração. A votação de outro
projeto, mais moderado, foi adiada.
Trump quer que
o Congresso aprove dinheiro para a construção do muro na fronteira com o
México. A construção foi uma promessa de campanha e já foi autorizado pelo
presidente.
No início desse
ano, o governo americano chegou a ficar parcialmente paralisado porque o
Congresso não chegava a um consenso para aprovar o orçamento do governo
federal. Na época, o orçamento para o muro emperrou as negociações.
Na noite de
segunda-feira, um grupo de senadores republicanos e democratas tentou chegar a
um acordo sobre uma legislação que crie um protocolo para o tratamento de
famílias imigrantes enquanto seus pedidos de asilo ou outras proteções da
deportação são analisados.
Críticas a
Trump
Neste mês
Trump enfrentou uma condenação
global, que incluiu até críticas de alguns colegas republicanos, por
causa das crianças imigrantes que foram separadas de seus pais.
Depois que ele
anulou formalmente a política de separações, o governo ainda tem que reunir
mais de duas mil crianças com seus pais.
Segundo a
agência Reuters, os militares dos EUA foram instruídos a se prepararem para
acolher até 20 mil crianças imigrantes desacompanhadas em suas bases.
Por G1

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