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Grupo fazia
extração ilegal de areia em Seropédica
(Foto: Polícia Civil/ Divulgação)
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Investigações
indicam que empresários são obrigados a pagar R$ 1 mil por areal explorado.
Série do G1 revelou atividade econômica do grupo.
A operação
da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) que resultou na
prisão de 12 pessoas nesta terça-feira (15) revelou também o faturamento de
milicianos de Seropédica com a extração de areia na Baixada Fluminense.
Na Reta de
Piranema, conhecida por seus areais, a polícia investigou e concluiu que
empresas de extração são ameaçadas pela milícia para pagar R$ 1 mil por areal
explorado.
"Como são
mais ou menos 60, ali dá uma estimativa de R$ 60 mil, só de areal", detalhou
ao G1 o delegado
titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Antônio Ricardo
Nunes.
Também segundo
a polícia, há relatos na investigação de que milicianos teriam tomado o
controle de empresas que não pagavam a taxa de R$ 1 mil. O delegado explicou
que as estratégias do grupo criminoso são diversificadas.
"Primeiro,
não deixam trabalhar regularmente, começam a criar um monte de empecilhos.
Depois, começam a cobrar valores exorbitantes, que a pessoa não consegue mais
pagar, e falam: 'sai daqui; agora aqui é meu'", disse o delegado.
As
investigações sobre a conduta dos criminosos continua e, agora, a polícia apura
se até um oficial da policial militar, já reformado, seria uma das vítimas dos
milicianos. Ele seria um dos proprietários de um areal que testemunhas dizem
ter sido expulso da região pela milícia.
A polícia
também investiga se as cobranças nesses locais seriam feitas a mando do
miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko.
Na operação
desta terça, a polícia apreendeu oito caminhões. Também segundo informações da
delegacia especializada, a retirada ilegal de solo pode resultar na erosão
acelerada e na compactação do solo.
Somadas, podem
dar origem a um processo de desertificação, com alterações inclusive no
microclima da região.
Franquia do
crime
Em março, uma
série do G1 revelou
que, entre as principais atividades econômicas da milícia em Seropédica estava
a exploração da extração de areia e saibro.
A atuação da
milícia no município é feita através de uma "franquia" da milícia da
Zona Oeste do Rio, com métodos semelhantes para arrecadar dinheiro e demonstrar
poder.
Uma das
empresas, como
revelou a quarta reportagem da série, pertence ao empresário Luiz
Antônio da Silva Braga, irmão de Wellington da Silva Braga, o Ecko.
De acordo com
promotores do Ministério Público, Luís Antônio é o sócio da Macla Extração e
Comércio de Saibro. Luís Antônio chegou a ser preso pela Draco, em 2015,
acompanhado por dois seguranças – um deles policial militar. Mas acabou
liberado no Plantão Judiciário.
O irmão dele,
Wellington da Silva Braga, o Ecko, é procurado por chefiar a milícia com
influência em Campo Grande, Paciência, Santa Cruz, Cosmos e Inhoaíba, na Zona
Oeste do Rio.
Ecko assumiu o
grupo após a morte de outro irmão, Carlos da Silva Braga, o Carlinhos Três
Pontes.
Por Henrique Coelho, G1 Rio

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