23/05/2018

Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento de combustíveis, preço de alimentos e trânsito no RJ

Motoristas param caminhões na Avenida Brasil,
sentido Centro (Foto: Reprodução / TV Globo)

Paralisação dos caminhoneiros provoca falta de combustível em várias cidades do estado. Motoristas enfrentaram filas em vários postos na madrugada.
A greve dos caminhoneiros provoca falta de combustíveis em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro. O diesel não chegou às garagens de ônibus e motoristas enfrentaram filas em vários postos na madrugada desta quarta-feira (23).
Às das 6h53, caminhoneiros chegaram a bloquear quatro faixas da Avenida Brasil, no trecho entre Jardim América e Parada de Lucas, em direção ao Centro do Rio, interrompendo totalmente o trânsito. Às 7h, os manifestantes ocupavam apenas uma faixa, mas o congestionamento na via era grande. Este é o terceiro dia de protestos dos caminhoneiros nas estradas do Estado do Rio de Janeiro.
A RioÔnibus, entidade que representa as empresas do setor, alertou na terça (22) que as ruas do Rio teriam menos veículos circulando. Porém, às 6h10, havia ônibus nas ruas de São Cristóvão e passageiros contaram que não enfrentaram dificuldades.
Em um posto de combustíveis na Rodovia Washington Luís, altura de Duque de Caxias, os motoristas de ônibus fizeram fila para abastecer.
O Metrô Rio reforçou a operação em 41 estações do sistema.
Na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Barra Mansa, manifestantes estão concentrados no acostamento da via e em alguns postos de combustíveis. Por volta das 6h30, eles atearam fogo em alguns pneus, dificultando a visibilidade de motoristas que passam pela região tanto no sentido Rio de Janeiro, como no sentido São Paulo.
Eles protestam contra o preço do diesel e os impostos que incidem sobre os combustíveis. Eles reclamam também dos frequentes reajustes que fazem parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho.
Greve dos caminhoneiros causa reajuste do preço de alimentos
Reajuste nos preços
Na Ceasa, alguns alimentos já registram alta nos preços por causa da dificuldade no transporte. O saco de batata, geralmente vendido a R$ 60, chegou a ser vendido a R$ 400. A caixa de tomates, geralmente vendida a R$ 40, estava sendo vendida a R$ 80 na terça-feira (22).
Os comerciantes afirmam que muitas mercadorias estão presas nas estradas e não chegam ao Rio. “[O caminhão] não chegou até agora. Era para estar aqui desde meia-noite”, contou um dos trabalhadores.
Por Bom Dia Rio

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