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© Felipe
Rau/Estadão O presidente Michel Temer
completou
sábado dois anos de mandato
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O governo
federal apontou melhorias na política econômica ao fazer balanço de dois anos
da gestão do presidente Michel
Temer. Neste domingo, o
Estado mostrou que sete dos 15 pontos do programa ‘Ponte para o Futuro’ –
lançado pelo MDB e usado como diretriz para a nova gestão – não foram cumpridos.
De acordo com o
Planalto, o governo criou 56 mil empregos em março e que, acumulado do ano, já
houve crescimento de 204.064 postos de trabalho, segundo o CAGED. A população
ocupada – 92,1 milhões de pessoas – aumentou em 1,84 milhão no trimestre de
outubro a dezembro de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016, de
acordo com dados são da PNAD Contínua, do IBGE.
“Estamos recuperando um passivo de mais de dez
anos de uma política econômica equivocada e que levou o país à sua maior
recessão da história”, afirmou o governo, em nota.
O governo
voltou a afirmar que a Reforma da Previdência não saiu da pauta do País e
contestou a informação de que ela tenha sido engavetada por falta de apoio,
apontando a intervenção do Rio como o fator que inviabilizou a votação no
Congresso. Segundo o Planalto, o governo “segue aprovando projetos fundamentais
para o país”, citando a aprovação na Câmara do projeto que cria o Cadastro
Positivo e do projeto para pagar dívidas de governos anteriores.
“O presidente assumiu o governo quando os
ânimos estavam naturalmente exacerbados. Adotou a pregação de unificar o país e
pacificar a nação, num gesto de conclamar a todos nesse sentido”, diz a nota.
CORTES
Sobre a
promessa não cumprida de priorizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o
governo citou na necessidade de contingenciar gastos para justificar a redução
do orçamento de Ciência e Tecnologia.
“Como, hoje,
mais de 90% do Orçamento federal corresponde a despesas obrigatórias, resta ao
governo a obrigação de contingenciar os outros menos de 10%”, disse. “Esse
contingenciamento atingiu a todos os órgãos da União”, acrescentou.
A nota diz que
os trabalhos de pesquisa e inovação receberão aporte de US$ 1,5 bilhão do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O governo
informou ainda que “tem atuado para fechar acordos comerciais com outros
países” como a China, Reino Unido e Chile. O texto diz que o Mercosul e a União
Europeia estão “muito próximos” de assinar um acordo de livre comércio que está
sendo negociado há mais de 20 anos, desde do governo Fernando Henrique Cardoso
(PSDB).

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