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A presidente
do STF, ministra Cármen Lúcia, durante sessão
do tribunal no último dia 4 (Foto: Felipe
Sampaio/SCO/STF)
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Advogados de
acusados ou mesmo condenados que têm casos em análise na Segunda Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) já não escondem mais a preocupação com a mudança
na composição do colegiado a partir de setembro.
Isso porque
Cármen Lúcia voltará a integrar a turma no lugar de Dias Tofolli – o ministro a
sucederá na presidência do STF a partir de setembro.
A avaliação é
que a substituição mudará o perfil "garantista" da Segunda Turma, que
tem concedido habeas corpus para vários políticos investigados na Operação Lava
Jato, como o ex-ministro José Dirceu.
Advogados
costumam torcer para que o caso de seus clientes seja analisado na Segunda
Turma, já que a Primeira costuma se posicionar de forma oposta em processos
semelhantes.
Atualmente,
esse perfil garantista da Segunda Turma tem sido respaldado principalmente nos
votos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e do próprio Toffoli. Em
questão penal, os três têm demonstrado afinidade nas decisões.
Ministros do
Supremo já reconhecem que a maioria verificada em plenário pelo grupo dos
ministros "consequencialistas", agora também volta a ter presença na
Segunda Turma.
"Pelo
jeito, a Segunda Turma deixará de ser o Jardim do Éden para também se tornar
uma câmara de gás", comentou um ministro ao Blog, numa alusão aos apelidos
das turmas usados pelos próprios integrantes do STF.
Por Gerson Camarotti

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