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O presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o governo
da Espanha de interferir em assuntos internos
de seu país em
janeiro
deste ano (Foto: Reuters/Marco Bello)
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Países devem
reenviar embaixadores nos próximos dias. Desentendimento em janeiro aconteceu
após sanções da União Europeia e acusações de 'interferência repetitiva' de
Madri feitas por Maduro.
A Venezuela
disse nesta quarta-feira (18) que normalizará as relações com a Espanha e que
os dois países vão reenviar embaixadores após desentendimento em janeiro que se
seguiu a sanções da União Europeia contra a nação sul-americana.
Em janeiro, o
presidente Nicolás Maduro retirou seu embaixador de Madri em resposta ao que
ele chamou de "interferência repetitiva" nos assuntos internos do
país, levando a Espanha a responder da mesma maneira.
Os dois países
"concordaram em começar o processo de normalização das relações
diplomáticas", disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano em um
comunicado, acrescentando que os embaixadores serão reenviados nos próximos
dias.
A UE impôs em
janeiro sanções a um grupo de autoridades da Venezuela sobre abusos associados
à protestos de oposição, uma mudança que seguiu uma série de sanções similares
de Washington sobre questões parecidas.
A Venezuela tem
enfrentado fortes críticas dos Estados Unidos e da Europa, assim como de
vizinhos da América Latina, pela criação, no ano passado, de uma Legislatura
toda-poderosa, chamada Assembléia Constituinte, que os críticos dizem ser a
formação de uma ditadura.
A decisão de
convocar eleições presidenciais para o dia 20 de maio foi amplamente criticada
por prejudicar a possibilidade de uma eleição livre e justa no país em crise.
Por Reuters

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