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O presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro
(Foto:
Reuters/Marco Bello)
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Juízes
exilados citam supostos vínculos do presidente venezuelano com o escândalo de
corrupção da Odebrecht. 'Ato circense', diz procurador-geral.
O Supremo
Tribunal de Justiça da Venezuela, destituído de suas funções pela Assembleia
Constituinte do país, pediu em Bogotá a prisão do presidente Nicolás Maduro por
supostos vínculos com o escândalo de corrupção da Odebrecht.
"Esta sala
do Supremo Tribunal de Justiça declara procedente a solicitação à medida
cautelar de privação de liberdade contra o presidente Nicolás Maduro",
aponta a decisão lida nesta segunda-feira (9) pelos juízes em Bogotá.
Os juízes estão
exilados na Colômbia, no Panamá, no Chile e nos Estados Unidos, alegando
perseguição política depois de serem destituídos em agosto passado pela
Constituinte que rege como um suprapoder.
Mesmo que suas
decisões não sejam acatadas pelo governo de Maduro, o tribunal no exílio
continua seus trabalhos da capital colombiana. Os magistrados pediram também de
Bogotá que a Interpol seja notificada de sua decisão "para proceder com a
captura de Nicolás Maduro".
O
procurador-geral venezuelano e líder do governo, Tarek William Saab, chamou,
nesta segunda-feira, a medida como uma "ação delitiva", e um
"ato circense" que humilha o exercício do direito.
Saab reiterou
que na Venezuela só há um Supremo Tribunal de Justiça, no exercício de suas
funções, e lembrou que seu gabinete solicitou à Interpol uma ordem de captura
contra esses "mercenários" em uma causa por "traição à
pátria" aberta em 26 de outubro.
Os magistrados,
que foram nomeados pelo Parlamento de maioria opositora, acolheram o pedido
contra o presidente apresentado pela procuradora Luisa Ortega, destituída pela
Constituinte.
Ortega, que
fugiu da Venezuela em agosto de 2017, apresentou provas que segundo ela
demostrariam que a campanha de Maduro em 2013 recebeu dinheiro da construtora
Odebrecht, e pediu sua denúncia por delitos de "corrupção própria e legitimação
de capitais".
O Supremo
Tribunal de Justiça é reconhecido pelo Parlamento Europeu e a Organização de
Estados Americanos (OEA), cujo secretário-geral, Luis Almagro, saudou a decisão
desta segunda-feira.
"Os
responsáveis pela crise humanitária, política, social e econômica na Venezuela
devem prestar contas", escreveu Almagro no Twitter.
Por France Presse

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