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© Ailton de
Freitas / Agência O Globo
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BRASÍLIA - Em
nome do Ministério Público Federal (MPF), o subprocurador-geral da
República Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho usou a
maior parte do tempo a que tem direito para defender a validade das provas no
inquérito aberto para apurar se o senador Aécio Neves (PSDB) recebeu propina de
R$ 2 milhões da JBS. Segundo ele, como há "farto material
comprobatório" em razão de uma ação controlada da PF que filmou parte dos
repasses, a defesa preferiu pedir a nulidade das provas, em vez de rebater as
acusações em si.
A Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira núncia contra o
parlamentar e outras três pessoas: sua irmã Andrea Neves; Frederico Pacheco,
primo deles; e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé
Perrella (PMDB-MG). Caso a denúncia seja aceita, eles passam à condição de
réus. Segundo as investigações, Andrea fez o contato inicial com a JBS para
pedir propina, enquanto Frederico e Mendherson viabilizaram os quatro repasses
de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 2 milhões.
— É importante
frisar que a partir da segunda entrega de valores, ou seja, os pagamentos de R$
500 mil realizados nos dias 12 e 19 de abril e 3 de maio de 2017, foram
acompanhados e registrados em áudio e vídeo pela Polícia Federal no âmbito das
ações controladas 4315 e 4316, autorizadas por esta corte, havendo portanto nos
autos farto material comprobatório. Talvez por isso os fatos não tenham sido
tão explorados pela defesa dos acusados. Preferiram eles apontar supostos
vícios quanto às provas que dão sustentação à presente denúncia — argumentou o
subprocurador-geral da República.
Uma das
principais linhas de defesa dos acusados neste episódio é a tentativa de
invalidar as provas da colaboração premiada dos irmão Batistas, dono da JBS,
apontando que o ex-procurador da República Marcelo Miller teria orientado os
delatores gravar as conversar e armar um flagrante contra o senador. Para a
Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, não cabe falar em flagrante
forjado já que a iniciativa de procurar Joesley Batista para solicitar a
propina de R$ 2 milhões partiu da própria Andréa Neves. A PGR também nega que o
então procurador-geral da República Rodrigo Janot tivesse conhecimento de
eventuais irregularidades de Miller.
Além do criem
de corrupção, Aécio também é acusado de ter tentado atrapalhar as investigações
da Operação Lava-Jato. Os outros três foram denunciados apenas por corrupção.
Agência O
Globo

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