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Em rede
social, Daniel Lovi aparece com crianças que tem pendurados
passaportes no pescoço (Foto: Reprodução
Facebook)
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Policiais já
sabem que 5 crianças registradas de mães diferentes e mesmo pai deixaram Brasil
pelo Rio, como antecipou o G1. Investigadores querem saber se outro angolano
também atuou no esquema.
A Polícia
Federal suspeita do envolvimento de, pelo menos, mais um angolano no esquema de
falsificação de documentos e envio de crianças para o exterior. As
investigações constataram, até o momento, como
o G1 antecipou no domingo (22), que um africano enviou cinco menores,
entre 6 e 11 anos, para o exterior.
Agora, um outro
angolano é investigado por atuar da mesma forma. A porta de saída de todos eles
foi a mesma: o Aeroporto Internacional do Galeão.
A partir de um
depoimento, prestado à Polícia Federal, ao qual a equipe de reportagem teve
acesso, é citado o nome de um outro angolano que, de forma semelhante a Lutezo
Daniel Lovi, de 44 anos, teve duas crianças registradas em seu nome. Daniel
Lovi está preso desde 1º de março.
O outro
angolano, Álvaro Zayadiaco, também é investigado pela Polícia Federal. A
polícia faz buscas em cartórios e no setor de emissão de passaportes da própria
PF para confirmar a informação de registros em nome do africano.
O G1 não conseguiu contato com
Álvaro Zayadiaco e Lutezo Daniel Lovi.
De acordo com o
relato, uma mulher recebeu R$ 250 para ir até uma unidade hospitalar e
solicitar uma nova via da Declaração de Nascido Vivo (DNV) das crianças. A
mulher é mãe e tem filhos com a idade semelhante à criança que Zayadiaco teria
registrado como pai.
Segundo a
mulher, ouvida na PF, Daniel Lovi intermediou o contato entre ela e Zayadiaco.
A mulher foi mãe e Daniel Lovi disse para ela pedir no hospital a nova DNV de
seus dois filhos mais novos. Os menores teriam a idade semelhante aos garotos
que Zayadiaco queria enviar para o exterior.
No depoimento,
a mulher contou que foi com Lovi até um cartório na Penha, na Zona Norte do
Rio, onde teve a firma reconhecida e a emissão da certidão de nascimento.
Outro dia, a
testemunha, que tem o nome preservado para sua segurança, a mulher acompanhou o
angolano e uma criança com cerca de 10 anos de idade ao posto de expedição de
passaporte na Ilha do Governador, na Zona Norte da cidade.
A testemunha
conta que foi até o local de ônibus e que mais ninguém acompanhava ela, a
criança e o angolano Daniel Lovi. A mulher revelou na PF que a criança falava
português mas com um sotaque semelhante ao angolano.
Na data
marcada, a mulher retornou ao setor de emissão de passaportes, assinou o
documento junto com a criança e com o angolano. A mulher lembra que o
passaporte da criança foi entregue a Daniel Lovi. Por não ler, ela não soube
dizer se no documento o nome do pai do menino é de Lovi ou de Álvaro Zayadiaco.
A PF já
descobriu que a partir de junho de 2017, Lutezo Daniel Lovi registrou como pai
cinco crianças com cinco mães diferentes. Pelo menos, duas dessas mães são
moradoras da comunidade Cinco Bocas, na Zona Norte do Rio.
Por Marco Antônio Martins e Nicolás Satriano,
G1 Rio

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