18/04/2018

Com voto de juiz nomeado por Trump, Suprema Corte decide a favor de imigrante

O juiz da Corte Suprema dos EUA Neil Gorsuch em foto
 de 1º de junho de 2017 (Foto: Saul Loeb/AFP)

Neil Gorsuch votou por inconstitucionalidade na deportação de filipino condenado duas vezes por roubo. Defesa de James García Dimaya alegou que crimes eram muito leves para justificarem expulsão do país.
A Suprema Corte dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira (17) que a deportação obrigatória de imigrantes com condenações é inconstitucional, em uma sentença que contou com o voto do juiz nomeado pelo presidente Donald Trump.
Essa é a primeira vez que o juiz conservador Neil Gorsuch se alinha com a ala mais progressista do máximo tribunal do país.
Com seu voto decisivo, a Suprema Corte julgou por 5 a 4 a favor do imigrante filipino James García Dimaya, com residência permanente nos Estados Unidos e condenado por duas acusações de roubo na Califórnia.
As autoridades buscavam a sua expulsão em virtude da lei migratória federal, que requer a deportação de qualquer não cidadão condenado por crimes violentos.
García Dimaya argumentava que o crime cometido era muito leve para entrar na categoria de violento.
Os juízes, por sua vez, determinaram que a lei era vaga e poderia dar espaço a arbitrariedades.
A decisão - um revés para Trump, que chegou ao poder com um forte discurso anti-imigração - pode abrir caminho para que outros apelem de ordens de deportação.
Gorsuch, que entrou no tribunal para substituir o falecido juiz ultraconservador Antonin Scalia, ocupa um cargo vitalício.
É considerado um defensor dos valores republicanos, sobretudo em temas como aborto, porte de armas e religião.
Por France Presse

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