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Acesso ao
benefício da gratuidade escolar no
transporte de Teresópolis gera reclamações
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Empresa Dedo
de Deus de Teresópolis diz que 75 cartões de estudantes foram recolhidos este
ano para combater esquema de fraude.
Com cartões de
gratuidade rasurados alunos de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, não
conseguem acessar os ônibus para ir à escola e reclamam da demora na emissão da
2ª via. Sem condições de pagar a passagem para os filhos, pais buscam alternativas
para que eles não deixem de ir às aulas.
André Luiz
Ventura é pai de uma das alunas que está enfrentando esse problema. Ele contou
à Inter TV que a filha teve o cartão recolhido por causa da foto que estava
apagada. Por este motivo, não pôde embarcar no ônibus e teve que percorrer dois
quilômetros a pé até em casa.
"Ela
chegou transtornada. Tá sendo complicado, mas assim, estamos tocando pra
frente, vamos também lutar pelos nossos direitos, porque essa situação desse
jeito não pode ficar", disse André.
Já a estudante
Raiane Zimbrão da Costa, que mora em Pessegueiros, zona rural de Teresópolis,
contou que está vendendo bombons para poder pagar a passagem, que custa R$
3,80, para não deixar de ir à aula. Cada bombom custa R$ 2 e para ir e volta da
escola, ela precisa vender quatro.
"É tudo
muito difícil, ainda mais nesse tempo agora. Aí eu vejo como que é a luta lá em
casa ou tem o dinheiro para comprar o pão ou a passagem. Aí eu pensei eu vou
vender as trufas para ajudar também. Aí eu acho até bom. Aí eu to começando a
vender", disse a adolescente.
Responsável
legal pela Raiane, Simone Maciel da Costa, chegou a registrar duas ocorrências
na delegacia contra a empresa de ônibus.
"Eu tô
ensinando a minha filha e aos meus filhos a ter cidadania e eles aprenderem
quais são as leis e quais são os direitos deles. Não me arrependo de nada do
que fiz. Não prejudiquei ninguém, Só fiz com ele o que fizeram com a minha
filha, tirando o direito de ir e vir", disse Simone.
Por e-mail, a
empresa Dedo de Deus informou à Inter TV que 75 cartões de estudantes foram recolhidos
este ano para combater um esquema de fraude, que está sendo investigado pelo
Ministério Público, mas reconheceu que nem todos os cartões recolhidos estavam
envolvidos em fraude.
Em nota, a
Prefeitura de Teresópolis disse que encaminha as denúncias feitas à Secretaria
de Educação aos órgãos competentes solicitando as devidas providências junto à
empresa.
Já a Rio Card
responsável por fazer os cartões, disse que a segunda via tanto da filha do
André, quanto da Raiane, já entraram em produção e devem ser entregues no prazo
de sete dias úteis.
Por G1 Região Serrana

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