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Plenário da
Câmara dos Deputados durante análise do
projeto que cria o Sistema Único de Segurança
Pública.
(Foto: Alessandra Modzeleski/G1)
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Projeto de
lei permite a integração de informações de inteligência entre governo federal e
estados. Com aprovação dos deputados, texto segue agora para análise do Senado.
A Câmara dos
Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o projeto de lei que cria o Sistema
Único de Segurança Pública (SUSP). A proposta prevê a atuação conjunta e
coordenada da União, estados, Distrito Federal e municípios no setor.
O projeto
aprovado determina que serão membros do SUSP:
- Polícia Federal;
- Polícia Rodoviária Federal;
- polícias civis;
- polícias militares;
- corpos de bombeiros militares;
- guardas municipais;
- agentes penitenciários;
- e peritos.
Na prática, as
instituições integrantes do SUSP poderão atuar em operações combinadas e
compartilhar informações. A proposta prevê ainda que os registros de ocorrência
e as investigações serão padronizados e deverão ser aceitos por todos os
membros do SUSP.
O SUSP será
coordenado pelo Ministério de Segurança Pública. A pasta deverá implementar
ações, como apoiar programas de modernização e aparelhamento dos órgãos de
Segurança Pública e Defesa Social.
Principais
pontos do Sistema:
- Operações combinadas, planejadas e desencadeadas em
equipe;
- estratégias comuns para atuação na prevenção e
controle qualificado de infrações penais;
- aceitação mútua dos registros de ocorrências e dos
procedimentos apuratórios;
- compartilhamento de informações;
- intercâmbio de conhecimentos técnicos e
científicos.
Durante a
análise do texto, os parlamentares aceitaram retirar uma emenda que ampliava a
atribuição de preservar o local do crime para todos os membros do SUSP.
Segundo os
deputados, o trecho foi retirado do texto-base porque, atualmente, a lei prevê
que a tarefa é responsabilidade da Polícia Civil.
Plano de
Segurança
O projeto de
lei também estabelece que a União devera instituir um Plano Nacional de
Segurança Pública e Defesa Social, que deverá: definir metas aos órgãos do
SUSP; avaliar resultado das polícias de segurança pública; priorizar e elaborar
ações preventivas.
O plano terá
duração de dez anos e os estados e o Distrito Federal deverão implantar as
ações em dois anos a partir da publicação do documento nacional.
Divergência
Durante a
sessão, os partidos da oposição estiveram em obstrução. O grupo de
parlamentares não registrou presença e apresentou requerimentos para atrasar a
votação.
Os deputados da
minoria alegaram que o projeto não resolve o problema da segurança pública e se
disseram contrários à adesão dos agentes socioeducativos, responsáveis pela
ressocialização de adolescentes infratores, no SUSP.
“Os programas
socioeducativos são para socializar o jovem novamente. Ele não é preso, é apreendido,
por isso não deve ter as informações compartilhadas. A política que o relator
faz é da bancada da bala, é a política da redução da maioridade penal”, afirmou
Ivan Valente (PSOL-SP).
Após negociação
com a minoria, o relator, Alberto Fraga (DEM-DF), retirou os agentes
socioeducativos de um trecho do texto. No entanto, a minoria apontou que a
expressão continua em outros pontos do documento, o que, na prática, manteve a
categoria na SUSP
“Será somente
compartilhamento de informações. Se o adolescente for um assassino, a polícia
civil, a polícia militar não vai ter como saber? Não acho certo”, argumentou
Fraga.
O trecho que
mantém a categoria no SUSP, no entanto, foi mantido pelos deputados. Os
parlamentares da minoria afirmam que conversarão com senadores para que os
agentes socioeducativos sejam retirados durante a análise na outra Casa.
Por Alessandra Modzeleski e Fernanda
Vivas,
G1 e TV Globo, Brasília

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