![]() |
Vista aérea
do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro
(Comperj), em Itaboraí-RJ. (Foto:
Reprodução/TV Globo)
|
Além dos
seis ex-executivos, o operador financeiro Rodrigo Tacla Duran é réu no processo
que investiga esquema de corrupção em contrato de obras de mais de R$ 1,8 bilhão
em complexo petroquímico.
O juiz Sérgio
Moro aceitou denúncia contra seis ex-executivos de construtoras e um operador
financeiro por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um
esquema envolvendo obras de mais de R$ 1,8 bilhão do Consórcio Pipe-Rack, no
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Veja os réus
no processo:
- Rogerio Cunha de Oliveira, ex-executivo da Mendes
Junior
- Rodrigo Tacla Duran, operador financeiro
- César Ramos Rocha, ex-executivo da Odebrecht e
colaborador
- Renato Augusto Rodrigues, ex-executivo da Odebrecht
e colaborador
- Rogério Santos de Araújo, ex-executivo da Odebrecht
e colaborador
- Simão Marcelino da Silva Tuma, ex-gerente da
Petrobras
- Marcio Faria da Silva, ex-executivo da Odebrecht e
colaborador
Conforme a
denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o consórcio, formado pelas
construtoras Odebrecht, UTC Engenharia e Mendes Junior, tinha como responsável
Simão Marcelo Tuma, então gerente da Petrobras, que atuou para que o Pipe-Rack
ganhasse a licitação e o contrato para as obras.
Simão Tuma é
acusado pelo MPF de providenciar informações privilegiadas para restringir o
número de empresas convidadas, além de ter pressionado membro da comissão de
licitação a favorecer o consórcio, em troca do recebimento de vantagens
indevidas entre 2011 e 2014.
Os procuradores
também afirmam que ele fez pressão para a contratação direta do consórcio após
o encerramento da licitação. O contrato celebrado entre a Petrobras e o
Consório Pipe-Rack, em setembro de 2011, foi de R$ 1.869.624.800,00.
Segundo a denúncia,
o pagamento de propina foi acertado para que a Mendes Junior efetuasse o
pagamento. Renato Rodrigues, então superintendente da Construtora Norberto
Odebrecht, foi o responsável principal pelos acertos de corrupção, apontam os
procuradores.
O pagamento,
ainda de acordo com o MPF, foi autorizado pelos executivos da Odebrecht que
viraram réus.
Para viabilizar
os pagamentos, a Mendes Junior recebeu orientação do Grupo Odebrecht para
contratar o escritório do advogado Rodrigo Tacla Duran, que prestava serviços
ao Setor de Operações Estruturadas do grupo.
Consta na
denúncia três contratos entre a Mendes Junior e a Tacla Duran Sociedade de
Advogados, mas não foram identificadas provas de que os serviços foram
prestados.
Os procuradores
apontaram que foram encontradas nos sistemas de contabilidade informal da
Odebrecht comunicações eletrônicas de Tacla Duran e, em uma delas, consta
referência à conta bancária de Simão Tuma.
O MPF
identificou depósitos fracionados nas contas de Tuma que correspondem a
lançamentos nas planilhas de pagamentos de vantagem da Odebrecht.
Entre 29 e 31
de julho de 2013, por exemplo, houve oito depósitos de R$ 9,5 mil
correspondentes a lançamento de R$ 76 mil em 29 de julho nas planilhas.
Conforme o
despacho de Moro, os acusados que fecharam acordo de colaboração premiada não
estão impedidos de ser denunciados, mas sem prejuízo dos benefícios legais do
acordo.
O G1 tenta contato com as defesas
dos réus.
Por Ederson Hising e Malu Mazza, G1 PR e RPC
Curitiba

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!